Não vou me adaptar!
Quando cheguei aqui na Holanda, achei que não iria me adaptar a muitas coisas. A verdade é que me surpreendi. Encarar o dutch way of life foi até mais fácil do que eu imaginava.
Sanduíche e sopa no almoço? Desde que não seja apenas um pão com queijo amassado dentro num saquinho, sem problemas. Bicicleta? Amo! Faço tudo com a minha. Já fui até a casamento. Faxina na casa? Não amo, mas pega-se o jeito das coisas. O estilo “faça você mesmo” quado se trata de reparos na casa? Já passei pelo módulo pintura e em breve o módulo dois me espera. Enfim, assimilei bem muitas das diferenças culturais e outras adaptei, sem muito estresse, com um certo jeitinho bailandês.
Agora tem outras que realmente estão acima do meu limite de imigrante integrada e acho que vou ficar velhinha reclamando ou me recusando a fazer. Vejam só a listinha:
- Tomar leite no almoço
- Gostar de drop
- Blocos de açúcar com anis para colocar no leite e tudo relacionado anis.
- Ficar horas com uma xícara de café na mão, até ficar gélido.
- A falta de guardanapos
- Karnemelk: um tipo de leite grosso e azedo também muito tomado no almoço.
- A infinita tolerância à dor holandesa (associada ao próximo item).
- A postura expectante dos médicos holandeses. Tudo na vida passa, inclusive a dor.
- Quando o “ser direto” ultrapassa os limites da boa educação.
- A falta de céu azul.
- O vento onipresente neste minúsculo país ( especialmente quando ele está no sentido contrário ao que pedalo)
- A falta de respeito às filas.
Bom, essa é a listinha mal humorada do dia ou pelo menos o que consegui lembrar. Quem sabe daqui a algum tempo essa lista vai estar curtinha e ainda vou dar muita risada desse post?
Mas por enquanto, em relação aos iten acima, fico com os titãs:
“Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar…”
httpv://www.youtube.com/watch?v=Y_OU6TbAAZg
Imagem: polivore
Lea também:









Concordo com vc em muitas dessas coisas, tipo o leite azedo e a falta do almoço. Em outras ainda(graças a Deus) não tive o desprazer pois ainda vivo com o meu Holandês no Brasil.
Mas o que eu gostaria de comentar hoje é a foto do dia. Gente, esses ovinhos são uma maravilha, tem um que adoro.Um com sabor de café, aí que vontade!!! (graças que estão longe de mim assim não vou aumentar nem um quilinho, pq vamos falar a verdade, os chocolates do Brasil não tem sabor, só açúcar.
Um grande abraço e Boa Páscoa.
realmente, tem coisas que nao aderimos… seria essa a nossa parte intrinseca da ‘brasilidade’? ou personalidade? ou os dois?
ri de montão!Diferenças de cultura são interessantes, engraçadas as vezes! Eu reclamo de muitas coisas daqui, não acho nada facil morar aqui, sinto saudades de monte do Brasil. Mas a gente se surpreende como o ser humano (brasileiro então!) tem jogo de cintura e capacidade para se adaptar! Boa Páscoa e ótimo texto! Bjs!
Rapaz,, me identificquei com quase tudo. Drop, na verdade, eu… hã, bem, é difícil confessar, mas.. hm… bem… eu gosto *blush*
Quando vim pro BR de volta pela primeira vez depois de ir pra Holanda, trouxe um pacotinho de drop. Revolta geral. Todos na família: “por que você fez isso? o que fizemos pra merecer isso?” hehe. Tive de trazer de volta.
Karnemelk não ador nem desprezo, ignoro a maioria das vezes. A primeira vez que tomei, comprei achando que era leite. Tinha chegado na Holanda a poucos dias, tava me achando integrado na língua. Melk, só pode ser leite, karne deve ser, sei lá, a marca. Timei e achei que tinha comprado o leite estragado, hehe.
O vento realmente é algo! Quer dizer, eu sempre ouvi falar de moinho de vento na Holanda, mas vindo pra cá (ou aí – estou no BR agora
eu *relmente* entendi essa tecnologia ter se desenvolvido tanto, hehe. Moinho… de vento. Hmmmm…
O resto também me revolta. Furar fila então, af.. E como meu holandês ;e porco e ruim, nem me atrevo a reclamar, mas, arg. Lavei minha alma quano fui pra Londres e um mulher, também estrangeira, tentou furar a fila . Nana. Lá não funciona. Não fui o único a protestar, e ela foi direitinho lá pro final. Fila única, holandeses, não é tão difíci!
Outro lance que eu não me adapto é aos encontrões. Com licença em holandês não é “pardon”. “Com licença” em holandês é “pluft”. Só non encontrão. Você se acaba de dizer pardon, e picas. Nada. Mu. So no esbarrão. E vc está quieto, vem alguém do nada e pláft, passa “através”. Argh!
Bem, desculpe o comentário gigante! Me empolguei
Abraço e boa Páscoa!
Ótimo, ótimo post!
Boa páscoa amiga.
Beijos!
Tem coisa que nao desce mesmo, esse drop por exemplo acho que tem que ter gens holandeses para gostar,rs.
Bjos
Amo também esses ovinhos Kerla! Que bom que vc curtiu a Imagem do dia.
Post gostoso de ler, como sempre…
Com certeza alguns costumes não são tão dificeis de nos adaptarmos, apesar de serem estranhos no começo. Eu, por exemplo, ADORO hering fresco.
Muitas pessoas viram a cara para o dito cujo, enqto que eu estou lá , babando por um deste peixinho com pepininho e cebolinha picada.
Mas do que eu não me acostumo é da ausência de um tanquinho( para lavar uma ou outra cosinha à mào…) e de uma área de serviço.Sinto faaaaaaalta, Clarissa.
Um beijinho e boa páscoa!!
Pois é, Adriana. Realmente tem a questão cultural, coisas que não vamosnos adaptar mesmo. Por exemplo, nem aqui, nem no Brasil, vou gostar de drop ou karnemelk. E acredito que a personalidade influencie também. Existem pessoas mais flexíveis e abertas que outras.
Dani, adorei a sua empolgação. Mas realmente é muita maldade com os seus parentes brasileiros. Levar logo drop!
A história do Karnemelk valeria um post. Hilária!
Olha, muito bem lembrado o encontrão. Isso me deixa louca!
Abraço e obrigada pelo comentário gigante
Com certeza Marina. O brasileiro tem um jogo de cintura inacreditável. Também acredito que quando você tem um parceiro nativo, as coisas são mais fáceis. Você entende mais a cultura local.
Obrigada pela visita e volte sempre!
Oi Si, acho que o drop é “quase” uma unanimidade … Não dá!
sabe Sheila, que gosto também do haring? Não o como guela abaixo, mas o sabor é muito bom!
Agora, sentir falta de tanque, não sinto não… brincadeirinha.. sei o que você quis dizer. E sim, a área de serviço faz muita falta!
Pois é, sabia que eu gosto do Karnemelk, eu associo à coalhada, com açucar é claro, senão nao tem jeito, rs. Bjs Feliz Páscoa
Fiquei curiosa: qual seira o módulo 2? (rs!)
Tb odeio anis amiga. E amo leite, mas no almoço, eca!!
Mana, tb haja adaptação para tomar leite azedo no almoço… Eca!!!
Bjs!
Pois é Cléo, também não gosto de coalhada… acho nnao vai ter jeito pro Karnemelk
Obrigada pela visita.
Karencita, mamãe coruja.. realmente leite no almoço não dá, né? beijo, saudade
ótima lista! concordo com tudo, e sobre o vento, tenho um comentário: deve ser por isso que as holandesas mais velhas mantem o corte joaozinho, pra poderem pedalar sem a cabeleira vindo na cara…
já fiz o novo blog!! por enquanto estou na holanda, mas no final da semana que vem estou em singapura!! bjs
Pois eu amo drop, minha filha ama drop e uma das minhas irmas tambem (principalmente quando vem misturado com canela ou anis
). Ah, um detalhe: Drop faz o intestino funcionar perfeitamente e como eu sofria deste mal no Brasil, aqui nem me arrisco a ficar sem drop.
beijocas
Ju
Pois eu amo drop, minha filha ama drop e uma das minhas irmas tambem (principalmente quando vem misturado com canela ou anis
). Ah, um detalhe: Drop faz o intestino funcionar perfeitamente e como eu sofria deste mal no Brasil, aqui nem me arrisco a ficar sem drop.
beijocas
Ju
Aaaah…eu tbem adoro drops. Uma vez qdo viajava de amsterdam pra SP fui comendo drops, aí uma moça perguntou o que eram aqueles besouros pretos que eu estava comendo. Ofereci um a ela e ela aceitou e o cuspiu na mesma hora…hehehe…detestou. Não como mais os drops só pq não faço mais uso de açucar e os sem açucar me dão dor de barriga e diarréia, devo ser alérgica ao adoçante que usam para fabricá-lo.
Saudade de vc, amiga!
bj
Leave your response!
Viagens & Imagens
Clique na foto para ler o artigo
Eventos
Últimos comentários
Twitter
Populair posts
Arquivos
Instagram
Calendário
Categorias
© Bailandesa 2011