Pizza e Papo na Vila
7 julho 2007
3 Comentários
Sábado, 9 da noite. Eu em casa, curtindo uma noite sozinha, enquanto o namorido toca em um lugar distante. Bate a fome e a preguiça de cozinhar. O que penso? Vou pedir uma pizza. Ainda paro e peso o fato de ter que falar em holandês no telefone, o que odeio (nunca havia ligado pra lá). A gula fala mais alto e resolvo ir em frente com o plano. Pego o folheto da pizzaria para qual sempre recorremos em momentos emergenciais de preguiça ou falta de estoque e decido pedir a de sempre. Disco o número e ouço um Goeienavond (Boa Noite) com um sotaque italiano do outro lado. No meu melhor holandês paraguaio, digo que quero pedir uma pizza. Felizmente, o cara me entende e me pede o endereço e o telefone. Na coisa mais simples, o número de telefone, me enrolo e a enrolação misturada com a minha pronúncia quase nativa…. nativa de Pindamonhangaba ou Ananindeua, denuncia a minha condição de buitenlander (estrangeira). Aí foi uma festa pro Italianão. Conseguia ver o sorriso escancarado pela sua voz simpática no telefone. O papo rolou e ele me perguntou de onde eu vinha, se estava morando aqui, me contou como chegou aqui, que já havia morado 12 anos na Alemanha, falou espanhol, falou italiano e me garantiu que a minha Toscana chegaria rapidamente e fumegante. Dito e certo, o ragazzo me apareceu em menos de 30 minutos com um deliciosa pizza. Va bene, o entregador não era lá essa pizza toda! Mas esse também não era meu interesse. .Aí, me lembrei de quando pedia pizza lá no Rio. Antes de terminar de falar “eu gostaria de pedir pizza”, já ouvia um impaciente “O número do telefone, por favor” e o computador mostrava o meu histórico de solitários e idênticos pedidos. E a mocinha era incapaz de dar um toque humano no seu atendimento, tipo “Vai ser o de sempre, senhora?”. Assim, repetia incessante e eternamente todas as informações. Pois sim, aqui na vila, com o seu longo e simpático atendimento, o seu Mário conquistou o coração e a simpatia de uma cliente, antes anônima, e que agora tem nome, lindo , por sinal, em sua opinião.
Imagem: Pizzapeel.com









Clarissa,
Não sei como eu descobri o teu blog – mas quero te dizer que estou adorando lê-lo!
Parabéns!
Sonia Horn
Quando a gente rompe a barreira de ligar em holandês a gente consegue muito mais coisas do que imaginava nessa terra! E ter pizza diretamente de um italiano é um luxo, não é não?
beijos,
Olá Tita…
Como sabe adoro ler suas narrativas, apesar da minha falta tão costumeira de tempo!!
Espero, e tenho quase certeza, que tudo vai dá certo para você. Inteligente, sensível e boa moça, falta alguma coisa?? O emprego, sei, mais chegará logo.
Menina, hoje falei com meu sogro por telefone, ele é tão gentil quanto o pizzaiolo, e no final ainda diz que meu holandês está cada vez melhor!!! Que sogro ma-ra-vi-lho-so!!!!
Beijos.
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