Não provoque: é cor de vermelho-rosa-choque
Desde que tenho viajado diariamente de trem, já li três livros e treino mais e mais meu holandês nos jornais gratuitos. Os jornais pagos deixo para os finais de semana, quando tenho mais tempo para leituras mais complexas.
Hoje li duas pequenas notas que realmente não sei se eram pra me fazer rir ou chorar. A primeira delas vem da Austrália. Até o pobre do Papai Noel caiu na malha ultrafina do politicamente correto. Em Sydney, a empresa que abastece o mercado com os gorduchos simpáticos vestidos de vermelho, decidiu que o Papai Noel não vai poder dar mais a famosa gargalhada “Ho Ho Ho” e sim, “Ha Ha Ha”. Razões: o tradicional som emitido pelo bondoso velhinho, além de assustar as criancinhas, é machista porque lembra a palavra whore ou prostituta em inglês. Poxa vida, se é pra se preocupar com crianças, tem coisa muita séria pra se pensar e fazer.
A outra tem a ver com cor, mas não com o vermelho. Trata-se do magenta. Aquele cor-de-rosa-choque que você vê na Pantera cor-de-rosa e também na marca da T-Mobile (empresa de telefonia celular). A empresa-mãe, que é alemã, não quer que a cor seja usada na Holanda para nenhuma campanha publicitária e nem para outros fins. Agora, imagina se a moda a pega e cada uma resolve escolher uma cor. Imagina se a Orange – que aliás uniu suas operações com a T-Mobile – resolve tomar posse do laranja? Pobre dos publicitários vão ter que ser ainda mais criativos. E a Barbie coitada? O que será da Penélope Charmosa? Me poupe, tô roxa de passada com essa notícia.
Confira aqui o site (em holandês) do Free Magenta. Você se diverte e por 20 euros pode comprar camisetas e contribuir com a campanha em prol da liberdade do magenta.
Imagem Papai Noel: news.com.au









Vou pedir logo exclusividade do pretinho básico, pois sem ele, não há mulher que sobreviva!
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