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A Casa de Anne Frank. Onde mora a emoção.

11 maio 2010 6 Comentários

Demorei pra ir lá. Sempre passava e tinha uma fila imensa. E assim passaram-se quase dois anos. Mas valeu a pena esperar para entrar na famosa casa onde se escondeu Anne Frank durante a 2a Guerra Mundial. Depois de visitar os mais importantes museus da Holanda, ver os grandes mestres e as majestosas edificações, cheguei a um museu onde a grande obra-prima é a emoção.

Conhecida internacionalmente, a Casa de Anne Frank fica no bairro Jordaan, num charmoso canal, o Prinsengracht. O imóvel datado de 1635 recebe cerca de 900.000 visitantes por ano. Todos em busca de vivenciar a angústia e, ao mesmo tempo, sentir a vivacidade de uma menina que viveu durante quase dois anos em um sótão e, que depois da sua morte, contou ao mundo a sua história. Este é um museu em que a ausência é mais presente do que tudo. Também não é preciso pedir silêncio. O respeito é imperativo.

Um cenário composto pela ausência

Ainda existem alguns móveis da época, mas vídeos e outras formas audiovisuais narram a história e compõem o cenário. É impossível ficar indiferente. A idéia inicial era a reconstrução total da casa, criando assim, o mesmo ambiente do passado. Otto Frank, pai de Anne, se recusou. O que ele queria era que as pessoas vissem e sentissem o que restou da casa após a invasão nazista. E conseguiu.

O esconderijo

A casa de Anne Frank - Amsterdam

Até agosto de 1944, quando foram traídos e entregues à Gestapo, duas famílias viviam em total silêncio, sem o direito de um simples abrir de janelas. O acesso ao sotão, anexo à parte de trás da casa, se dava através de uma estante de livros.  Lá se encontra até hoje parte do universo em que por dois anos viveu a criativa e sagaz menina que, sob o constante medo, colava retratos em preto e branco na paredes e escrevia cartas e histórias para amigos imaginários.

Depois de subir a íngreme escada e entrar no espaço em que essas famílias viveram, é impossível não se impressionar. Impossível não se emocionar ao ver as marcas na feitas pelo pai de Anne na parede para medir o crescimento das crianças. Não dá pra imaginar crianças sendo criadas sem a liberdade de correr, falar alto, gargalhar. Enfim, ser criança.

O diário. O pai vê a guerra pelos olhos da filha

Ironicamente, Anne Frank morreu no campo de concentração Bergen-Belsen duas semanas antes de ser libertada.  Otto Frank foi o único sobrevivente da família e depois da guerra publicou o diário. Assim, contou ao mundo os horrores da guerra, através dos olhos da sua filha. O diário foi traduzido em mais de 60 línguas e já vendeu mais de 25 milhões de cópias

Interação e tolerância

O museu conta ainda com uma parte que, além de arte contemporânea, conta com algumas atrações interativas. Existe, por exemplo uma sala onde diveras imagens, filmes, situações são mostradas à platéia que, através de alguns dispositivos espalhados pela sala, emite a sua opinião, concordando ou discordando. Uma forma de praticar e estimular a tolerância.

 

Explore o bairro

No dia que reservar para visitar a Casa de Anne Frank, aproveite para passear pelo charmoso bairro do Jordaan, tomar um café no t’Smalle e para evitar as filas, visite no final do dia ou à noite. Em julho e Agosto, o museu fica aberto até às 10 da noite. Você vai não vai deixar de notar a estátua em homenagem à Anne Frank, mas bem próximo à Casa de Anne Frank, também está o Monumento Gay. Chamado de Pink Triangle ou Triângulo Rosa, é uma homenagem a todos os homossexuais perseguidos na 2a Grande Guerra e  ainda hoje em dia. Construída em granito rosa, a escultura consiste em três triângulos - simbolizando o passado, o presente e o futuro – que formam um triângulo maior. O triângulo rosa era a marca que os prisioneiros gays eram forçados a usar nos campos de concentração.

Informações Importantes:

  • Evite filas comprando o ingresso online
  • Não é permitido fotografar,  filmar, fumar, usar celulares,  carregar grandes mochilas e carrinhos de bebê.
  • O local não é acessível para pessoas com problemas de locomoção. A escada até o sótão é mínima e muito íngreme, mas existem folders especiais para deficientes visuais e auditivos.
  • O  preço para adultos é  8,50 euros, de 10 a 17 metade e até nove anos, a entrada é gratuita.
  • Formas de pagamento: dinheiro, Visa e Mastercard
  • Aceita o Museumkaart.

 

Como chegar:
Da estação Central : Trams ( bonde) 13 ou 17 ou ônibus 21, 170, 171 or 172. Salte no ponto ‘Westermarkt’.

Endereço: Prinsengracht, 267 Amsterdam  – Tel: 31 (0)20 5567105

Imagens: european-architeture.info (casa) – holocaustresearchproject.org (Anne Frank)

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6 Comments »

  • monica said:

    Oi Clarissa! linda tua descrução da Casa de Anne Frank, emociona…
    obrigada por me visitar, tu vais adorar a exposição, é linda! mas tem tantas coisas pra ver que um dia só é pouco,
    beijão e bom findi!

  • monica said:

    sorry, “descrição” no comentário acima

  • Eduardo Siqueira said:

    Clarissa, a casa aceita o Museumkaart sim. Veja o que eles me responderam.

    Dear Eduardo,

    Thank you for your interest in the Anne Frank House. We do accept the Museumkaart in the museum. With the Museumkaart you do, however, still have to wait in line.

    Kind regards,

    Sanne Kalshoven

    Museumsecretariaat – Museum secretariat

  • Bailandesa (author) said:

    Oi Eduardo, obrigada por me lembrar de atualizar o post. Na época em que o escrevi ainda não aceitava.
    POr coincidência, irei na Casa de Anne Frank neste mês para um toue especial para portadores do MUseumkaart.

    Valeu!

    Clarissa

  • Anônimo said:

    Cara,como me arrependo de ter ido á Amsterdam e só ter passado em frente a esse lugar e á casa de Van Gogh.Sabe como é,tem muita coisa que te distrai pelo caminho….

  • Bailandesa (author) said:

    É sempre bom termos razões para voltar!

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