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Giethoorn, a “Veneza” holandesa

21 junho 2010 4 Comentários

Canais, pontes, passeios de barco e de bicicleta, caminhadas, paisagens bucólicas e casas que mais parecem de boneca. Deixando o delírio de lado, vemos que Giethoorn não parece com Veneza nem de longe. Mas nem por isso deixa de ser uma boa opção para um passeio num raro dia de sol na Holanda.


Para comemorar os meus quatro anos de Holanda, resolvi visitar um lugar ainda desconhecido:  a romântica vila Giethoorn, concorrido destino turístico para os locais na alta estação holandesa.

A região

No caminho, cruzamos de carro o Flevopolder, terra artificial criada pelos holandeses. Ao vermos os campos verdes, vaquinhas, ovelhas e os imensos modernos moinhos, não podemos imaginar o quanto essa paisagem representa a identidade batava: o domínio das águas e a criação do seu próprio território. Eles brincam: “ – Deus criou o mundo e os holandeses, a Holanda.”.

Esse é um terreno artificial gerado através da construção de diques e do bombeamento das águas do Ijsselmeer, o maior lago da Europa Ocidental. Este, também criado pelos holandeses, ao fecharem o Zuiderzee ( mar que adentrava o território holandês e que foi fechado por diques).

Na mesma região também está a Schokland, vila tombada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. No passado foi uma ilha e até hoje, fazendeiros encontram vestígios do Zuiderzee.

Giethoorn, a vila e redondezas.

Chegando em Giethoorn, a primeira providência foi procurar o estacionamento gratuito da Prefeitura. Como estávamos fora de estação, foi fácil encontrar vaga. Mas os outros estacionamentos custam apenas 3 euros por dia.

Como a vila é famosa pelos canais, a atividade de lazer principal são os passeios de barco. E você pode escolher: caiaques, barcos a motor e outros com longo remos que servem para dar impulso. Optamos por um silencioso barco de motor elétrico muito fácil de pilotar. Pagamos 60 euros pelo dia, mas os barcos podem ser alugados também por hora.

Existem três tipos de rotas que variam pelo tempo de duração. Fizemos a mais longa e durou em torno de quatro horas – talvez longa demais para os mais impacientes. Tudo é muito organizado, mas sem perder a espontaneidade.  No momento do aluguel, você recebe um mapa  detalhado e o caminho é bem sinalizado, mas você não se sente em um parque de diversões montado para turistas.

O que mais gostei é que a rota é um misto de “cidade” e natureza. Enquanto você passa pela vila, não dá para não se encantar com as lindas casinhas de bonecas interligadas por românticas e infindáveis pontes de madeira. E olha que já estou acostumada com estilo casa João e Maria da Holanda.

No video abaixo, você pode ter uma boa impressão do lugar:

Passando da rua principal, cruzamos algumas fazendas e ao entrarmos no lago, já temos uma outra sensação. É como navegar no meio do nada, onde apenas juncos, plantas aquáticas, além de várias aves nos fazem companhia. Mas não pense que, ao encontrar um cisne ou um pato que segue o seu barco, ele simpatizou com você. Eles estão acostumados a ser alimentados pelos tantos turistas que por lá passam e mais parecem cães de rua que seguem seu mais novo melhor amigo.

O passeio termina na vila e é muito fácil localizar o local de devolução do barco. É só conferir a numeração no mapa. E essa é a parte mais bonita da vila.  Aproveite os momentos finais.

Quer fazer umas comprinhas? Existem lojas de cristais, fósseis e artesanato em cerâmica. Vi também muitos restaurantes simpáticos com decks, onde você pode estacionar o seu barco. Não jantamos por lá, mas pelo que sei, existem diversos e sofisticados restaurantes de cozinha regional.

Dicas

  • Além da câmera e do protetor solar, leve alguma coisa para comer e beber. Os restaurantes e cafés estão apenas na via principal e não há onde comprar durante o passeio de barco.
  • No lago pode ventar muito e você pode se molhar. Leve algo para se proteger. Você pode sentir frio.
  • Evite ir na alta estação. Os canais ficam lotados.

Confira abaixo uma seleção de fotos:

Como chegar de transporte público.

Da estação central de Amsterdã, pegue um trem para Amersfoort e delá um trem para Steenwijk. Chegando lá, é só pegar o ônibus 70 com destino a Zwartsluis, saltando na Dominee T O Hylkemaweg. A viagem dura em torno de duas horas. Considere um alugeul de bicicleta; aproximadamente 6 euros por dia.

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  1. A Torre do Dom. Turismo em Utrecht pra quem tem fôlego.

4 Comments »

  • Carla Duclos said:

    Adorei o Bailandesa TV! :)

    E as fotos também estão lindíssimas!

    Eu nunca tinha ouvido falar dessa vila. Que linda! Entrou na agenda pra visitar.

    Beijo,

  • Bailandesa said:

    Oi Carla, Que bom que gostou. Espero em breve ter mais videos. Olha, o passeio à vila vale a pena. Mas acredito que na alta temporada deve ficar muito cheio.
    beijo

  • Henrique said:

    Ola, adorei os relatos!!!
    Ja tinha recebido um e-mail com varias fotos e amei o lugar!! Agora me deu mais vontade ainda de conhecer!!
    Gostaria de saber quanto custa a acomodacao, tipo turista mochileiro, nada de hoteis 4,5 estrelas, prefiro um hostel, ate mesmo quem sabe um home-bote (isso?)
    Obrigado pela atencao!
    Henrique

  • Bailandesa (author) said:

    Olá Henrique, feliz em saber que a história lhe inspirou. Quanto à dica de hotel, na verdade, não pernoitei. Apenas passei o dia. Caso queria, pernoitar e ter um dia menos cansativo, você pode encontrar listas de hotéis nos sites: http://www.booking.com, http://www.hotels.nl e dicas no TripAdvisor. Dá uma olhada no link abaixo:

    http://www.tripadvisor.com/AllLocations-g188606-c1-Hotels-Giethoorn_Overijssel.html

    Existem menos opções no centro de Giethoorn e mais opções nas redondezas.

    Um abraço e boa sorte!

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