[Holanda] Os favoritos do fast food Holandes
Se você gosta de snacks, fast food e todas essas gulodices odiadas por médicos e nutricionistas, então, na Holanda, você estará a dois quilos do paraíso. Mas se é daqueles que tenta manter a dieta durante as férias, acredite, vai ter algumas tentações pela frente. Olha só o que lhe espera:
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[Cultura] Conheça o maior festival gótico da Holanda
Utrecht se cobre de negro para celebrar a oitava edição do Summer Darkness, o maior festival gótico da Holanda.

O cenário é perfeito. Por entre igrejas góticas, jardins escondidos e construções antigas, desfilam as mais variadas tribos do mundo gótico. Assim, transformam o lindo centro histórico de Utrecht no centro europeu do mundo underground.
O Summer Darkness é um evento que dura três dias e que acontece anualmente na segunda semana de agosto. Ele cobre as variadas facetas do tema: música, moda, arte, passeios de barco com leitura de poesias, piqueniques e um mercado com artigos góticos, underground e da fantasia.
Confira a seleção de fotos para ter uma ideia do clima da cidade e do evento
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[Turismo] Charutos em Amsterdam para aficionados ou não
Colombo procurou por ouro, prata e especiarias e encontrou acidentalmente o tabaco. Eu, em busca de um descontraído dia de primavera na capital holandesa, encontrei essa jóia de Art Déco. A P.J. Hajenius é uma elegante loja de charutos em Amsterdam,cuja tradição na Holanda vem desde 1826. Você pode não ser um aficionado por charutos, mas não há como negar que existe uma aura de tradição e charme que envolve esse hábito tão antigo.
Ao entrar na loja, senti essa atmosfera de imponência e austeridade. Muita madeira, enormes lustres e um aroma inconfundível me levaram a um tempo onde homens de cartola, entre uma baforada e outra, discutiam negócios e contavam histórias de além-mar. Realmente, não há como ficar imune aos encantos do ambiente.
Charutos são a especialidade do local. Numa sala climatizada, eles guardam cuidadosamente um estoque de Havanas, Cohibas e vários outros charutos não menos famosos. Mas tem muitos mais. Lá você também encontra cigarrilhas, cachimbos e todos os tipos de acessórios associados à arte do tabaco. Numa sala intermediária, existe uma enorme vitrine com os mais variados tipos de cachimbo. E isto é apenas o começo.
Além de guardar estoques dos seus clientes nas mais perfeitas condições, a P. J. Hajenius tem um foyer para que você sente e aprecie com toda a calma e deleite que merece um bom charuto feito à mão. Eu, apenas sentei lá e apreciei apenas a sala. Rodeada de livros, quadros e objetos antigos, posso dizer: foi como voltar ao tempo.
A loja, que tem filiais em outros lugares da Europa, também oferece cursos e encontros para degustação. Mas mesmo que você, como eu, não tenha a menor intenção de fumar charuto, vale à pena uma passadinha. Você não precisa nem desviar o seu caminho. A loja fica a alguns passos do Dam, principal praça de Amsterdam e, vindo à capital holandesa, com certeza você passará por lá.
Endereço: Rokin, 92-96, Amsterdã
Como chegar: Tram: 4, 9, 14, 16, 24, or 25 – saltar na Spui
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[Holanda] Fale com estranhos
- Será que ele se importa de dividir a mesa com a gente?
Me perguntava o (na)marido diante das mesas lotadas no terraço do restaurante De Kust em Utrecht. Reparei no senhor com olhar doce, mas determinado, concentrado em degustar seus camarões e disse que não haveria problema. Era uma longa mesa de piquenique dividida por uma simpática e enorme lata de óleo de oliva que parece ter nascido para ser jarro de planta.
Nossa proposta foi aceita na hora e os gracejos começaram. Emplaquei um sorriso sem graça e respondia a todo momento, “ hãhã, hãhã”. Pensava: Ai meu Deus, é agora que não vou ter paz para curtir meu inesperado jantarzinho de verão no meio da semana.
Era terça-feira e o cansaço, bom companheiro da preguiça, decidiu que não era dia de cozinhar. Tudo que queríamos era renovar o frescor do recente final de semana. Mas o velhinho, a cada momento, nos interrompia e fazia um comentário. O meu mau humor caminhava a passos largos, mas começava a desenvolver um sentimento dúbio. Me incomodava com as interrupções, mas ao mesmo tempo, simpatizava com aquele velho chatinho.
O clique
As nossas entradas chegaram e houve um momento de paz na mesa. Até que ele ouviu algo relacionado ao Brasil e pediu licença para interromper. Contou que havia feito uma longa viagem ao Brasil e que havia visitado várias cidades. Ele já ia se calar, pedindo desculpas pelo incômodo e um clique aconteceu. A conversa tomou vida e rumo próprios e se apoderou da mesa e do instante.
As afinidades se destacavam entre os sabores e aromas mediterrâneos. Música? Ele havia tocado numa banda por muitos anos. Viagens? Ele havia rodado meio mundo e tinha a Itália com destino preferido. A conversa fluía e aquele brilho que acontece quando se descobre uma nova amizade cintilava nos olhos de todos. Até que chegamos na encruzilhada da intimidade. Essa fronteira que muitas vezes é mais facilmente atravessada por um estranho do que por um conhecido.
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[Turismo] Dica de restaurantes em Londres, Valencia e Lisboa
Confira minhas recentes descobertas
O restaurante fica no centro de Lisboa, num surpreendente Palácio Mourisco. A comida é típica, regional, mas devo dizer que o local é mais surpreendente do que a cozinha. Ao passar pela porta, parece uma viagem no espaço e tempo. Todos os detalhes em estilo mouro, os azulejos pintados à mão são um deleite para os olhos.
A comida é boa, mas não espetacular. Full Story »
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[Turismo] Programas gratuitos em Amsterdã
Imagine a situação: final de viagem, você acaba de chegar em Amsterdã e claro, com um orçamento curtíssimo. Você pensa que não vai poder aproveitar nada da cidade, não é? Engano seu! Mesmo com um bolso mais apertado do que metrô em hora de rush, ainda assim, dá pra aproveitar a capital holandesa. Continue lendo e comprove.
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[Holanda] Copa 2010. Torcedora no campo “adversário”
Engana-se quem pensa que esse é um post sobre futebol. Não me atreveria. Hoje em dia sou torcedora ocasional: apenas de jogos importantes e Copa do Mundo. Palpito, grito e sofro durante os jogos, mas não ousaria palpitar por escrito.
O negócio é que, como tantos outros, deixei-me envolver pela febre sazonal de bola. A diferença é que dessa vez estava jogando na minha segunda casa e não no meu campo oficial ( ou original?)
Devo dizer, a partida de futebol entre Brasil e Holanda me tocou mas do que imaginava ou do que gostaria. Não pelo futebol, mas por me por em xeque. Não gostei da sensação de ficar irritada ao ver os holandeses felizes da vida. Me senti meio dividida e enfurecida comigo mesma, especialmente por ter um holandês em casa.
Terminou o jogo e a porção brasileira decepcionada e irritada queria ir pra casa. Queria enterrar a cabeça no freezer até a manhã seguinte. O lado batavo cutucava:
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[Imagem do Dia] A Torre do Dom. Turismo pra quem tem fôlego.
Ponto de referência, central ou de encontro, o Dom, como é chamada a imponente torre de 112,5 metros de altura localizada no centro de Utrecht, é sem dúvida a mais conhecida e principal atração turística da cidade. Ela faz parte da Domkerk, catedral de Utrecht, cujo início da construção é datado de 1245. Já dá pra imaginar o tanto de história que carrega este monumento e a própria cidade de Utrecht, que tem suas raízes ainda no período Romano (47 D.C).
Utrecht
Mas, a mais fascinante história é sobre a separação da Torre da Catedral. Existem duas versões:no século XVII, ou um tornado ou um furacão separou as duas partes da construção e a torre permaneceu de pé e a nave preservada. Qualquer que tenha o sido o motivo, é muito bom saber que hoje você pode visitar os dois monumentos. Andando pela praça (Domplein), além de apreciar os belos prédios em volta, dá pra ter a exata noção do tamanho do estrago. Veja nas figuras abaixo como aconteceu:
Antes do tornado
Depois do tornado
A Torre do Dom está aberta a visitantes de muita disposição e fôlego. Quem tiver energia para subir os mais de quatrocentos degraus, vai receber como prêmio uma vista linda da cidade. O tour tem duração de uma hora e no caminho torre acima, existem algumas paradas para além de recuperar o fôlego, o guia fornecer mais informações – em inglês e holandês – sobre a catedral, os relógios e tudo mais. Uma dessas paradas é no salão dos sinos e lá está o maior sino da Holanda, que pesa mais de 8 toneladas. Os sinos badalam a cada 15 minutos e nos sábados existem concertos especiais.
Dom- Sala dos Sinos
O caminho é longo e pode ser frio. Posso dizer por experiência própria. Visitei a torre numa fria tarde de inverno quando uma gripe insistia em chegar e sofri bastante. Por isso, leve um agasalho. Ah, também não esqueça a sua câmera fotográfica. Essa dica é óbvia, mas sempre útil. Uma garrafinha de água também pode ser de grande utilidade.

Utrecht lá embaixo
O preço da aventura fica em torno de 7 euros para adultos e cerca de 4 para crianças até 12 anos. Você pode se informar de tudo na loja do VVV (centro de informações turísticas). Se você escolher um dia claro e de céu limpo, terá uma visibilidade com um alcance de até 30 km. Para você ter uma idéia, você pode ver até o estádio do Ajax (Amsterdam Arena). Ah, e casamentos também podem ser realizados na torre. Mas para tudo isso, tem que ser respeitado o período de abertura: de segunda a sábado de 10 às 16:00h. Nos domingos de 12 às 16:00h. No verão, nas sextas, sábados e domingos, a torre fica aberta até às 19:00h.
Endereço: Domplein 9, Utrecht
Telefone: (+31) (0)30 233 30 36
Direções: Não tem como errar. Olhe pra cima e caminhe em direção à torre.
Email: rondom@ubt.nl
Site: http://www.domkerk.nl/
Ilustrações: domkerk.nl
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[Holanda] Copa do Mundo e o coração imigrante
Até dois jogos passados estava completamente desligada da Copa. Sabia que estava perto, mas sentia muito longe. Ouvia os comentários, lia manchetes e nem de longe batia o entusiasmo.
Não pude assistir o primeiro jogo porque tinha que estar presente na aula de holandês. Fiquei desolada quando me toquei da coincidência dos horários, mas fui pra aula e lá me desliguei de novo do evento.
No segundo jogo do Brasil, fui assistir em um café em Utrecht e aí a mágica do reencontro aconteceu. Cheguei meio desconfiada, sentei num cantinho e comecei a assisitir o jogo.
- Juiz ladrão!
- Tira Fulano! Bota Sicrano!
Os comentários, como fogos de artfícios, pipocavam entre as camisas verde e amarelas. Gestos bruscos, mãos em prece, mãos no rosto, na boca, gritos. Paixão no ar! Comentários irônicos, sarcásticos, alguns machistas, é bem verdade, mas quase todos apaixonados. Diante do espanto dos holandeses que trabalhavam no bar, um grupo de pessoas entregava por 90 minutos toda a sua emoção.
Eu, que no início, sentava quieta num cantinho, me peguei reclamando, empurrando os jogadores, torcendo, fazendo piadas. Na verdade, quem lá sentava era a menina que, nos domingos, acompanhada do pai e das irmãs, ia assistir os jogos na Fonte Nova em Salvador. De camisa rubro-negra gritava, xingava, apostava e torcia entre uma pipoca, um rolete de cana ou um amendoim cozido.
Na pausa, um sambão rolando no fundo. Um comichão bate num pé, que chama o outro pra dançar e acende uma centelha que percorre o corpo. Aí, de repente me toco: – Epa! Ainda gosto disso. Adoro os festivais de jazz, amo diversos estilos de música, mas ainda gosto muito disso.
A vida de expatriada lhe traz novas experiências, conhecimentos, emoções e habilidades, mas também corta muitos laços. Assim, vivemos em ondas de proximidade e distanciamento da terra e cultura natais. Devo dizer: a Copa do Mundo, mais do que alegrias no esporte, tem me dado a oportunidade de reviver emoções e memórias que dormiam em um cantinho qualquer no meu coração de imigrante. Vamos torcer que o Brasil siga vencendo e eu me reencontrando.
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[Turismo] Tudo sobre Giethoorn, a “Veneza” holandesa
Canais, pontes, passeios de barco e de bicicleta, caminhadas, paisagens bucólicas e casas que mais parecem de boneca. Deixando o delírio de lado, vemos que Giethoorn não parece com Veneza nem de longe. Mas nem por isso deixa de ser uma boa opção para um passeio num raro dia de sol na Holanda.
Para comemorar os meus quatro anos de Holanda, resolvi visitar um lugar ainda desconhecido: a romântica vila Giethoorn, concorrido destino turístico para os locais na alta estação holandesa.
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