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Comportamento

[3 ago 2010 | 20 Comments | ]

Quando duas histórias de amor se encontram numa mesa de restaurante na Holanda.
- Será que ele se importa de dividir a mesa com a gente?
Me perguntava o (na)marido diante das mesas lotadas no terraço do restaurante De Kust em Utrecht. Reparei no senhor com olhar doce, mas determinado, concentrado em degustar seus camarões e disse que não haveria problema. Era uma longa mesa de piquenique dividida por uma simpática e enorme lata de óleo de oliva que parece ter nascido para ser jarro de planta.
Nossa proposta foi aceita na hora …

[15 mar 2010 | No Comment | ]

Sabe aquela vizinha que do nada te faz uma gentileza, ou alguém que tenta te ajudar e você nem percebe, se assusta e sai correndo? Essas situações são o novo alvo do SIRE. Já falei aqui sobre a campanha do antissocial.  Agora, na campanha “Aardige Mensen. Hoe gaan we er mee om” (Pessoas boas. Como podemos lidar com elas), eles focam exatamente no oposto; naqueles que são gentis e que nós, no nosso individualismo e pressa cotidiana, somos incapazes de perceber a sua bondade.
Temos a impressão que esse tipo …

[13 nov 2009 | 10 Comments | ]

Assim como temos a nossa “saudade”, o idioma holandês, dentre outras tantas palavras ora indecifráveis, ora impronunciáveis, tem a sua intraduzível “gezellig”. Gezellig significa algo próximo de aconchegante, caloroso, simpático, agradável. Assim, uma festa pode ser gezellig, como também uma casa, uma viagem, uma pessoa ou  até mesmo um país.

Essa palavrinha, que a princípio parece bem complicada de falar,  num bom jeitinho brasileiro e aportuguesado, seria próximo de “Rezela”. Ela não sai da boca do povo holandês, no entanto, muitas vezes não reflete no seu comportamento. Uma atitude oposta ao …

[7 set 2009 | 6 Comments | ]

Um cafézinho geralmente vem acompanhado de um bom papo. Também aqui na Holanda. E se faz sol, aí é um convite a sentar-se num terraço, varanda ou praça com uma boa companhia e um “bakkie koffie” (xícara de café). Pensando nisso, a ONG Dynamo, criou o Bakkie in de Buurt ( algo como, um cafézinho no bairro). Só que dessa vez, o café é que vai até às pessoas

Se o sol brilha lá fora e se há voluntários suficientes, uma van com cadeiras e mesinhas sai para alguma rua na …

[22 jul 2009 | 11 Comments | ]

Tive livros jogados fora por uma recepção de um hotel, incontáveis encontrões na rua, no trem, esbarrões de bicicleta, sem receber um pedido de desculpas feito de forma digna.  O prefeito de Amsterdã, em março deste ano, se recusou a fazer um pedido formal de desculpas a jovens que injustamente foram presos, suspeitos de terrorismo num suposto ataque à Ikea em Amsterdam.  Segundo ele, não havia cometido nenhum erro. No ano passado, foram várias polêmicas envolvendo o assunto: as desculpas nunca pedidas pelos banqueiros pela má gestão na crise, o ” …

[8 jul 2009 | 5 Comments | ]

Numa semana pós-férias e de novos passos na vida profissional de expatriada, uma coisa não saiu da minha cabeça: o tempo. Seja por sua escassez ou pelo seu inexorável tique-taque,  nos últimos dias, tenho me dado conta de noção de tempo aqui é mais cristalina do que quando morava no Brasil.
A agenda, ícone da vida social holandesa, certamente tem a sua razão de ser. Aqui tem-se o tempo determinado para tudo: se quiser flores no seu jardim, tem que se programar para comprá-las e cuidar delas, se quiser usar sandálias …

[7 set 2008 | 3 Comments | ]
Uma degustação do atendimento holandês

Ontem, fui assistir Estômago, mas, apesar de programar um jantarzimo no ‘t Hoogt antes da sessão, tive que assistir o filme de estômago quase vazio. E olha que apesar de boa parte do filme se passar na prisão, o filme abre o apetite.Mas essa não é uma resenha sobre o filme. O que quero contar é a minha desastrada experiência gastrônomica na mesma noite.
 

Atendimento com sabor desastroso
Chegamos no ‘t Hoogt pouco depois das 7:30h da noite e já avisamos à mocinha que nos atendia, que iríamos pegar a sessão de …

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