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	<title>Bailandesa.nl &#187; dia-a-dia</title>
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	<description>Vida na Holanda,  Agenda cultural  e Viagens</description>
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		<title>Fale com estranhos 2</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 12:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bailandesa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Como boa moradora de vila, chego no ponto do ônibus e solto um saltitante bom dia em holandês. A simpática senhora responde com um bem articulado goeiemorgen. Assanhada, engreno uma conversa sobre o atraso do ônibus e com a língua mais acordada que o cérebro, termino cometendo um erro gramatical.
Ela me corrige com uma sutileza que poucos carregam na alma. Conheço muitas pessoas que se irritariam com a situação.  Mas não consegui. Juro! Não sei se foi a lerdeza matinal ou a delicadeza embutida naquela voz macia que exalava empatia, mas ...


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<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/3038/uma-academia-no-porao-so-podia-ser-na-holanda/' rel='bookmark' title='Uma academia no porão. Só podia ser na Holanda.'>Uma academia no porão. Só podia ser na Holanda.</a></li>
<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/2402/fale-com-estranhos/' rel='bookmark' title='Fale com estranhos'>Fale com estranhos</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/strangers.jpg" rel="lightbox[2722]"><img class="alignright size-medium wp-image-2723" style="margin: 5px;" title="strangers" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/strangers-300x199.jpg" alt="I talk to strangers" width="300" height="199" /></a>Como boa moradora de vila, chego no ponto do ônibus e solto um saltitante bom dia em holandês. A simpática senhora responde com um bem articulado <em>goeiemorgen. </em>Assanhada, engreno uma conversa sobre o atraso do ônibus e com a língua mais acordada que o cérebro, termino cometendo um erro gramatical.</p>
<p>Ela me corrige com uma sutileza que poucos carregam na alma. Conheço muitas pessoas que se irritariam com a situação.  Mas não consegui. Juro! Não sei se foi a lerdeza matinal ou a delicadeza embutida naquela voz macia que exalava empatia, mas simplesmente não me senti ofendida.</p>
<p>Ela complementa: língua difícil, não? Concordo com e adiciono que sou brasileira e que Português é muito diferente do holandês. Como num passe de mãe-de-santo ou de varinha de condão, ela começa a falar em português perfeito e sem sotaque. Esfrego os olhos, dou uma beliscadinha na perna e penso: pronto! Ainda estou dormindo e já vi que vou me atrasar. Que nada! Estava mais acordada que criança esperando Papai Noel e boquiaberta com minha mais nova vizinha e compaheira de língua.</p>
<p>O ônibus chega, sentamos juntas e o papo rola animado. Ela fala que seu pai trabalhou no Brasil durante muitos anos e como ela era jovem, aprendeu a falar português. Hoje aposentada, trabalha como consultora para a Faculdade de Literarura de Utrecht. Claro que tive que repetir a história da minha vinda pra Holanda. Ela ouviu com toda atenção.</p>
<p>A ironia desse encontro é que há algum tempo procurei através do <a title="Gilde Samenspraak" href="http://www.bailandesa.nl/blog/uma-licao-de-boa-vontade/791/">Gilde Samenspraak</a> alguém para praticar informalmente holandês, mas não recebi retorno. Agora tenho alguém que mora na mesma vila, que é professora de literatura e que tem interesse em trocar conhecimentos.  Juntou a fome com o apetite e a idéia é marcamos encontros onde falamos holandês e português.</p>
<p>Mais uma vez recomendo:<a title="Fale com estranhos" href="http://www.bailandesa.nl/blog/fale-com-estranhos/2402/" target="_blank"> fale com estranhos</a>!</p>


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		<title>Saldo de férias</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2009 18:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bailandesa</dc:creator>
				<category><![CDATA[dia-a-dia]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Após passar 15 horas no carro, cheguei na Holanda na madrugada de  sexta-feira. Eu saí das férias, mas elas não saíram de mim; nem da casa, por sinal.  Está difícil entrar no clima e os restos de férias permanecem pelos cantos, na cabeça e nas fotos. É, desacampar dá muito mais trabalho do que acampar.
Falando em acampamento, passei pelo teste e resumo numa frase: não faria em todas as minhas férias, mas repetiria a dose. Amei acordar e, à medida que o ziper da barraca ia-se abrindo, ter ...


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<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/425/imagem-do-dia/' rel='bookmark' title='Imagem do dia'>Imagem do dia</a></li>
<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/616/a-fome-dos-que-ardem/' rel='bookmark' title='A fome dos que ardem'>A fome dos que ardem</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-1281" style="margin: 5px;" title="ferias2" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/ferias2.jpg" alt="ferias2" width="126" height="168" />Após passar 15 horas no carro, cheguei na Holanda na madrugada de  sexta-feira. Eu saí das férias, mas elas não saíram de mim; nem da casa, por sinal.  Está difícil entrar no clima e os restos de férias permanecem pelos cantos, na cabeça e nas fotos. É, desacampar dá muito mais trabalho do que acampar.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-1280" style="margin: 5px;" title="ferias1" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/ferias1-300x199.jpg" alt="ferias1" width="192" height="127" />Falando em acampamento, passei pelo teste e resumo numa frase: não faria em todas as minhas férias, mas repetiria a dose. Amei acordar e, à medida que o ziper da barraca ia-se abrindo, ter uma pintura diante dos meus olhos. Ah, os inesquecíveis longos cafés da manhã ao ar livre. Sem falar nos papos iluminados pelo lampião e velinhas à noite e nos nossos práticos e saborosos jantares, embalados pela brisa noturna. Na verdade, voltei um pouco à infância e adorei brincar de casinha de novo.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1282" title="ferias3" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/ferias3-300x199.jpg" alt="ferias3" width="210" height="139" /></p>
<p>Por outro lado, odiei a distância do banheiro, os mosquitos e a falta de espelho. Dei sorte. Os banheiros estavam limpos, mas banheiro coletivo não é e nunca será a  melhor coisa do mundo. Ou seja, o que importa é o que vocêquer fazer e se está disposto(a) a abrir mão de alguns confortos para desfrutar de outros prazeres.</p>
<p>Senti como se tivesse mais tempo. O ritmo das minhas férias foi outro. Apesar de fazer muitas coisas, tive tempo para relaxar e até separei dois dias para &#8220;bestar&#8221;, não fazer nada, só ler e fiscalizar a natureza. Resolvi fazer um saldo das férias. Olha só os números. Foram:</p>
<p><span id="more-1278"></span></p>
<ul>
<li> 3 países na rota</li>
<li>3.700 km rodados</li>
<li>3 livros lidos</li>
<li>17 lugares visitados entre cidades, vilas, vilarejos e castelos.</li>
<li>Mais de mil fotos tiradas.</li>
<li>8 garrafas de vinho compradas</li>
<li>8 sacos de biscoitos cantuccini trazidos, juntos com outras delícias</li>
<li>E incontáveis lembranças.</li>
</ul>
<p>Sem falar nos diversos posts que ainda pintarão por aqui. Saudade do blog e dos leitores.</p>
<p>Voltei povo e amanhã começa vida nova, com trabalho novo e pertinho de casa. Mas isso já é uma outra história.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>A lebre e a Bailandesa</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 10:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bailandesa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aviso aos leitores: Desculpem, mas esse é um post que, além de realmente pessoal, é meio de agradecimentos, homenagens e rapapés. Prometo que volto ao normal no próximo.
=====================================================
A Páscoa passou,  o coelho também e os chocolates ainda sobram pela casa. Mas o coelho aqui na Holanda é muito generoso e assim, além de ganhar um segundo dia de Páscoa ( feriado), ganhei o prazer de completar os 5 km, para os quais venho treinando desde fevereiro.
A Jaarbeurs Utrecht Marathon 2009 foi uma verdadeira festa. O centro da cidade cheio de ...


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<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/698/fica-fria-bailandesa/' rel='bookmark' title='Fica fria Bailandesa'>Fica fria Bailandesa</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Aviso aos leitores:</strong> Desculpem, mas esse é um post que, além de realmente pessoal, é meio de agradecimentos, homenagens e rapapés. Prometo que volto ao normal no próximo.</p>
<p style="text-align: center;">=====================================================</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-1062" title="maraton_img_5942" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/maraton_img_5942-300x199.jpg" alt="maraton_img_5942" width="210" height="139" />A Páscoa passou,  o coelho também e os chocolates ainda sobram pela casa. Mas o coelho aqui na Holanda é muito generoso e assim, além de ganhar um segundo dia de Páscoa ( feriado), ganhei o prazer de completar <a title="Run, Bailandesa, run" href="http://www.bailandesa.nl/blog/run-bailandesa-run/756/" target="_blank">os 5 km, para os quais venho treinando</a> desde fevereiro.</p>
<p>A <a title="Jaarbeurs Utrecht Marathon 2009" href="http://www.athletic.nl/2009/nl/" target="_blank">Jaarbeurs Utrecht Marathon 2009</a> foi uma verdadeira festa. O centro da cidade cheio de gente, uma atmosfera contagiante e de minha parte, um certo nervosismo por estar gripada. Achei que iria treinar, treinar e morrer não na praia, mas na pista. Mas quando se tem uma multidão incentivando, e dentre as milhares de pessoas, amigos especiais, abrem-se os pulmões, as alas, as pistas e as até minhas perninhas curtas se alongam.</p>
<p>Terminei os 5 km, cumpri o meu objetivo e depois, além de medalha e flores, ganhei uma cervejinha com os amigos. E não parou por aí, acordo hoje e<span id="more-1061"></span><img class="alignleft size-medium wp-image-1063" style="margin: 5px;" title="tita-5km_img_6050" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/tita-5km_img_6050-300x199.jpg" alt="tita-5km_img_6050" width="210" height="139" /> <a title="Isoca rumo à meia maratona" href="http://isadorarumoameia.blogspot.com/2009/04/enquanto-isso-do-outro-lado-do-oceano.html" target="_blank">olhem o presente que recebo</a>: uma homenagem de uma ex-colega de corrida, de trabalho de quem tenho muita saudade. Obrigada Isoca! Quando eu crescer, também vou encarar o mesmo desafio que você.</p>
<p>Uma homenagem especial à minha companheira de treinos. Conselho: quer começar a correr? Procure alguém com um altíssimo astral e empolgação e de preferência, alguém com disciplina e com um preparo físico semelhante ao seu. Obrigada Claudinha! Que venham os próximos quilomêtros.</p>
<p><a title="Flickr Bailandesa" href="http://www.flickr.com/photos/bailandesa/sets/72157616629020129/show/with/3438469611/" target="_blank">Veja mais fotos.</a></p>
<p>Pra ilustrar o meu lema &#8220;Devagar e Sempre&#8221;, assistam abaixo a fábula da lebre e da bailandesa, ops da tartaruga.</p>
<p>httpv://www.youtube.com/watch?v=OLoh42zGjQQ</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Primavera na Holanda. O primeiro beijo</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 22:41:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bailandesa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O vento toca  meu rosto, mas só acaricia. Deixou de lado a rudeza do inverno. Pedalo olhando pro alto e como num filme, vejo num fundo azul imaculado, um caminho a se formar pela série infindável de galhos de árvores paralelos que passam. Ainda sem folhas, é bem verdade, mas tocados por um luz quase divina, como aquelas que varam os vitrais de igreja em domingos ensolarados. Al Green canta no meu ouvido que o amor é uma coisa linda e, num dia como esse, quem há de duvidar?  Visto apenas ...


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O vento toca  meu rosto, mas só acaricia. Deixou de lado a rudeza do inverno. Pedalo olhando pro alto e como num filme, vejo num fundo azul imaculado, um caminho a se formar pela série infindável de galhos de árvores paralelos q<img class="alignright size-medium wp-image-1041" title="sol" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/sol-225x300.jpg" alt="sol" width="158" height="210" />ue passam. Ainda sem folhas, é bem verdade, mas tocados por um luz quase divina, como aquelas que varam os vitrais de igreja em domingos ensolarados. Al Green canta no meu ouvido que o amor é uma coisa linda e, num dia como esse, quem há de duvidar?  Visto apenas uma camiseta e um leve suéter de linha, que trago aberto no peito. Não há xale, cachecol, luvas, gorro. E  a jaqueta de inverno, pobre coitada, descansa pendurada na solidão da casa vazia. Quem quer ficar em casa num dia desses?</p>
<p>Esse é não é o primeiro dia de primavera, mas para mim é o primeiro sol de primavera. E a sensação é de que abriu-se o porão da vida. Ainda pedalo e ao pedalar, pareço alimentar um caleidoscópio de cores, gente, sons e cheiros. Sorrisos, sempre acompanhados de óculos escuros, acenam com uma cordialidade há muito esquecida. Acabaram-se os ombros recolhidos e a cabeça baixa em reverência ao frio. Todos parecem estar contaminados por uma espécie de excitação quase pueril. <span id="more-1026"></span>Como que em estado de graça, encantados por terem recebido o primeiro beijo. Um beijo morno e suave de um cálido sol de primavera, que por ironia, só é tão celebrado porque existe o inverno.</p>
<p>Que venham mais e mais beijos. Cada vez mais quentes e apaixonados.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Outono na Holanda. Uma estranha no moinho</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 21:50:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bailandesa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem dois momentos durante o ano em que realmente me sinto uma estranha no ninho (ou seria moinho?): nos periodos de transicao de verao para outono e e de inverno pra primavera.
Nestes momentos,  ja&#8217;  (ou ainda) sinto a necessidade de me empacotar; as maos pedem por uma luvinha e, as orelhas reclamam do vento que bate a cada pedalada. Enquanto isso, olho a minha volta e me sinto um ET. As pessoas pedalam sem luvas, sem protecao na cabeca e com casacos bem mais leves que o meu.
No inicio achava que tinha me adaptar ...


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<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/352/post-aberto-aos-recem-chegados/' rel='bookmark' title='Post aberto aos recém-chegados'>Post aberto aos recém-chegados</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-895" title="paris-tita-ron-paris-img-0184" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/paris-tita-ron-paris-img-0184-300x199.jpg" alt="paris-tita-ron-paris-img-0184" width="240" height="159" />Existem dois momentos durante o ano em que realmente me sinto uma estranha no ninho (ou seria moinho?): nos periodos de transicao de verao para outono e e de inverno pra primavera.</p>
<p>Nestes momentos,  ja&#8217;  (ou ainda) sinto a necessidade de me empacotar; as maos pedem por uma luvinha e, as orelhas reclamam do vento que bate a cada pedalada. Enquanto isso, <span id="more-894"></span>olho a minha volta e me sinto um ET. As pessoas pedalam sem luvas, sem protecao na cabeca e com casacos bem mais leves que o meu.</p>
<p>No inicio achava que tinha me adaptar e ja&#8217; passei muito frio em nome da perfeita adaptacao. Hoje entendo que a perfeita adaptacao e&#8217; aprender a se vestir adequadamente ao frio que se sente. Isso pode ser uma camada a mais, uma meia mais grossa, um casaco mais quentinho ou qualquer coisa que lhe deixe mais confortavel.</p>
<p>Agora, quem quiser que me olhe atravessado, me ache exagerada ou maluca. Nao quero e&#8217; passar frio e ca&#8217; entre nos, nao ha&#8217; quem se acostume com frio. Todo ano, todos sofrem com a adaptacao a cada inverno. Nao serei eu que bancarei a corajosa&#8230;</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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