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	<title>Bailandesa.nl &#187; Imigraçao</title>
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	<description>Vida na Holanda,  Agenda cultural  e Viagens</description>
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		<title>Vida de expatriada. Parodoxo de Outono</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 20:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bailandesa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Holanda]]></category>
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		<description><![CDATA[Nesta semana o Bailandesa comemora cinco anos de Holanda. De 2a a 6a, uma seleção de textos será republicada. O  artigo de hoje foi escolhido por representar um importante momento na minha vida de expatriada. Em 2007, depois de uma avalanche de coisas novas e diferentes, de repente me vi num momento de repetição. E isso foi algo novo. Um momento que marcou o final do primeiro ano, e o início de um novo ciclo. 
Elas estão caindo. Falo das folhas. Há alguns dias venho notando a mudança das cores ...


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<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/610/numa-terra-fria-e-distante/' rel='bookmark' title='Numa terra fria e distante&#8230;'>Numa terra fria e distante&#8230;</a></li>
<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/528/planeta-agua/' rel='bookmark' title='Planeta água'>Planeta água</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>Nesta semana o Bailandesa comemora cinco anos de Holanda. De 2a a 6a, uma seleção de textos será republicada. O  artigo de hoje foi escolhido por representar um importante momento na minha vida de expatriada. Em 2007, depois de uma avalanche de coisas novas e diferentes, de repente me vi num momento de repetição. E isso foi algo novo. Um momento que marcou o final do primeiro ano, e o início de um novo ciclo. </em></p></blockquote>
<div>Elas estão caindo. Falo das folhas. Há alguns dias venho notando a mudança das cores e o acúmulo no chão. A desordem charmosa e degradê do outono me trouxe uma sensação diferente. Pela primeira vez, vejo a repetição de um ciclo aqui na Holanda. Sei que isso não significa o fim das descobertas, mas pela primeira vez, a repetição representa algo novo pra mim. Uma fresca sensação de déjà vu.</div>
<div><a href="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/IMG_65981.jpg" rel="lightbox[189]"><img class="aligncenter size-full wp-image-3824" title="Outono - Holanda" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/IMG_65981-e1307996582469.jpg" alt="Outono - Holanda" width="400" height="266" /></a></div>
<p>Se o frio ameaça chegar, posso dizer que já o conheço. Os cinzas dos dias já são meus velhos inimigos e já sei como é ruim pedalar contra um vento capaz de arrastar qualquer vaca holandesa e com as gotas geladas alfinetando meu rosto. Também já sei como é gostoso num dia gelado, ter um céu azul impecável e aproveitar cada minuto de luz disponível. Pois que venham o seu Outono e o dr. Inverno! Já estou preparada e me sinto cada vez mais perto de chamar isso aqui de casa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já dizia Renato Russo: &#8220;Mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, está tudo assim tão diferente&#8221;.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Guest-Post: Aprendizados de uma imigrante na Holanda</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 12:48:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bailandesa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Holanda e a internet nos uniu. Um  email pra lá, um tweet pra cá e surgiu o convite de escrever um post no blog dela. A Nina Cavalcanti me encantou pela sua paixão pela vida e determinação.  Como já falei, tenho um fraco pelos apaixonados e famintos pela vida. Através do Entre Tulipas, ela inspira outras pessoas a conhecerem não só a Holanda, mas o mundo.

&#160;
Resolvi compartilhar o que senti e aprendi nesse período aqui na Holanda.  Conto um pouco do processo de decisão, o que senti quando cheguei, ...


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Holanda e a internet nos uniu. Um  email pra lá, um tweet pra cá e surgiu o convite de escrever um post no blog dela. A Nina Cavalcanti me encantou pela sua paixão pela vida e determinação.  Como já falei, <a title="A fome dos que ardem" href="http://www.bailandesa.nl/blog/a-fome-dos-que-ardem/616/" target="_blank">tenho um fraco pelos apaixonados e famintos</a> pela vida. Através do <a title="Entre Tulipas" href="http://www.entretulipas.com/" target="_blank">Entre Tulipas</a>, ela inspira outras pessoas a conhecerem não só a Holanda, mas o mundo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/Tulipas2.jpg" rel="lightbox[3086]"><img class="size-full wp-image-3129 aligncenter" title="Bailandesa entre tulipas" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/Tulipas2-e1300029497134.jpg" alt="Bailandesa entre tulipas" width="400" height="266" /></a></p>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p>Resolvi compartilhar o que senti e aprendi nesse período aqui na Holanda.  Conto um pouco do processo de decisão, o que senti quando cheguei, as minhas dificuldades com língua e  de encontrar trabalho. Ou seja,  as pedras e flores no caminho de uma expatriada. O post nasceu devargazinho, germinou, cresceu, esticou, murchou, até  que chegou no seu formato final e deu frutos ou melhor, tulipas.</p>
<p><a title="Entre Tulipas - Bailandesa" href="http://www.entretulipas.com/2011/03/expatriar-da-decisao-aos-sentimentos-de.html#more" target="_blank">Façam uma visita no blog da Nina e confiram o texto</a>. Ah, depois claro nos falem se gostaram!</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Copa do Mundo e o coração imigrante</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 11:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bailandesa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Às vezes a gente tem que experimentar um pouco do já conhecido pra se (re)descobrir
Até dois jogos passados estava completamente desligada da Copa. Sabia que estava perto, mas sentia muito longe. Ouvia os comentários, lia manchetes e nem de longe batia o entusiasmo.
Não pude assistir o primeiro jogo porque tinha que estar presente na aula de holandês. Fiquei desolada quando me toquei da coincidência dos horários, mas fui pra aula e lá me desliguei de novo do evento.
No segundo jogo do Brasil, fui assistir em um café em Utrecht e ...


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<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/2402/fale-com-estranhos/' rel='bookmark' title='Fale com estranhos'>Fale com estranhos</a></li>
<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/886/aniversario-cabeca-de-queijo/' rel='bookmark' title='Festa de aniversário na Holanda'>Festa de aniversário na Holanda</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><em>Às vezes a gente tem que experimentar um pouco do já conhecido pra se (re)descobrir</em></div>
<p><a href="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/copa1.jpg" rel="lightbox[2258]"><img class="alignright size-full wp-image-2259" style="margin: 5px;" title="Copa" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/copa1.jpg" alt="" width="240" height="240" /></a>Até dois jogos passados estava completamente desligada da Copa. Sabia que estava perto, mas sentia muito longe. Ouvia os comentários, lia manchetes e nem de longe batia o entusiasmo.</p>
<p>Não pude assistir o primeiro jogo porque tinha que estar presente na aula de holandês. Fiquei desolada quando me toquei da coincidência dos horários, mas fui pra aula e lá me desliguei de novo do evento.</p>
<p>No segundo jogo do Brasil, fui assistir em um café em Utrecht e aí a mágica do reencontro aconteceu. Cheguei meio desconfiada, sentei num cantinho e comecei a assisitir o jogo.</p>
<p>- Juiz ladrão!<br />
- Tira Fulano! Bota Sicrano!</p>
<p>Os comentários, como fogos de artfícios, pipocavam entre as camisas verde e amarelas. Gestos bruscos, mãos em prece, mãos no rosto, na boca, gritos. Paixão no ar! Comentários irônicos, sarcásticos, alguns machistas, é bem verdade, mas quase todos apaixonados. Diante do espanto dos holandeses que trabalhavam no bar, um grupo de pessoas entregava por 90 minutos toda a sua emoção.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2260" style="margin: 5px;" title="copa" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/copa.jpg" alt="" width="256" height="192" />Eu, que no início, sentava quieta num cantinho, me peguei reclamando, empurrando os jogadores, torcendo, fazendo piadas. Na verdade, quem lá sentava era a menina que, nos domingos, acompanhada do pai e das irmãs, ia assistir os jogos na Fonte Nova em Salvador. De camisa rubro-negra gritava, xingava, apostava e torcia entre uma pipoca, um rolete de cana ou um amendoim cozido.</p>
<p>Na pausa, um sambão rolando no fundo. Um comichão bate num pé, que chama o outro pra dançar e acende uma centelha que percorre o corpo. Aí, de repente me toco: &#8211; Epa! Ainda gosto disso. Adoro os festivais de jazz, amo diversos estilos de música, mas ainda gosto muito disso.</p>
<p>A vida de expatriada lhe traz novas experiências, conhecimentos, emoções e habilidades, mas também corta muitos laços. Assim, <a title="Rio 2016 e a chama expatriada" href="http://www.bailandesa.nl/blog/rio2016/1538/" target="_blank">vivemos em ondas de proximidade e distanciamento da terra e cultura natais</a>. Devo dizer: a Copa do Mundo, mais do que alegrias no esporte, tem me dado a oportunidade de reviver emoções e memórias que dormiam em um cantinho qualquer no meu coração de imigrante. Vamos torcer que o Brasil siga vencendo e eu me reencontrando.</p>


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<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/2402/fale-com-estranhos/' rel='bookmark' title='Fale com estranhos'>Fale com estranhos</a></li>
<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/886/aniversario-cabeca-de-queijo/' rel='bookmark' title='Festa de aniversário na Holanda'>Festa de aniversário na Holanda</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Reflexões de uma imigrante na Holanda</title>
		<link>http://www.bailandesa.nl/blog/2177/holanda-estresse-e-imigracao-um-minuto-para-pensar/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 10:53:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bailandesa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diante mim um espresso e doces da pastelaria portuguesa. Sentada numa praça em Coimbra, em Portugal, conversava com um jornalista de outra nacionalidade. Sem mais nem menos ele saca do bolso uma pergunta direta. Dessas que veem do uso de uma língua não nativa. É, às vezes a estranheza de uma língua cria caminhos mais curtos entre as pessoas.
- Qual o maior estresse na sua vida?
Olhei para ele, tentando atravessar o meu próprio reflexo nas lentes dos seus óculos e respirei (ou suspirei?) fundo. Pela primeira vez em muito tempo ...


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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/cafe-portugal.jpg" rel="lightbox[2177]"><img class="size-full wp-image-2178 alignright" style="margin: 5px;" title="Espresso" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/cafe-portugal.jpg" alt="" width="128" height="192" /></a>Diante mim um espresso e doces da pastelaria portuguesa. Sentada numa praça em Coimbra, em Portugal, conversava com um jornalista de outra nacionalidade. Sem mais nem menos ele saca do bolso uma pergunta direta. Dessas que veem do uso de uma língua não nativa. É, às vezes a estranheza de uma língua cria caminhos mais curtos entre as pessoas.</p>
<p>- Qual o maior estresse na sua vida?</p>
<p>Olhei para ele, tentando atravessar o meu próprio reflexo nas lentes dos seus óculos e respirei (ou suspirei?) fundo. Pela primeira vez em muito tempo ouvia uma pergunta que me fazia parar para pensar. Não por se tratar de uma pergunta complicada, mas porque me forçava a olhar para mim mesma e para a minha vida. A primeira palavra que me veio foi: meu trabalho. Mas antes de responder, nessa fração de segundos em que o cérebro faz suas sinapses e concatena pensamentos em palavras, fiz uma viagem ao meu recente passado.</p>
<p><span id="more-2177"></span></p>
<p>Antes de vir morar na Holanda, estresse fazia parte do meu cotidiano. Já nem fazia  parte do vocabulário. A palavra tinha vida própria e era quase que uma companhia real, táctil. Longas jornadas de trabalho, a necessidade de estar sempre disponível, celular ligado 24 horas por dia, o iminente risco de ir e vir numa cidade violenta, os olhos sempre à espreita, coração alerta. Não era um estado de espírito, mas de corpo inteiro. Tinha eu consciência disso? Sinceramente, acho que não. Afinal, morava a cinco minutos do mar, encontrava com amigos, batia papo e aproveitava o <em>dolce farniente</em> da vida carioca.</p>
<p>Quando olho a minha rotina de hoje. Pedalo vinte minutos até chegar ao trabalho, raramente trabalho mais que 8 horas por dia e nunca me sinto insegura na cidade. Não tenho mais o mar tão perto, nem a espetacular natureza da cidade maravilhosa. Também sinto muita falta de amigos e dos momentos que passamos juntos. Mas tenho que ser honesta, tenho mais qualidade de vida, mais tempo pra dedicar às coisas que gosto de fazer e mais tempo para admirar coisas simples como as flores na varanda ou a mudança da paisagem em volta. Fiz novos amigos e, apesar da rígida agenda holandesa, também aproveito a companhia dos nvos amigos que aqui fiz. O estresse que tenho hoje vem muito mais do afã de ver coisas sendo realizadas, de ver um trabalho bem feito e cumprir com os prazos razoavelmente estabelecidos. Um tipo de pressão que considero sadia.</p>
<p>Enquanto o jornalista falava sobre sua rotina e condições de trabalho, não conseguia disfarçar um certo incômodo e sentimento de culpa. Me sentia como se às vezes reclamasse de barriga cheia. Percebi o quanto é fácil esquecer um passado tão recente e assumir como o normal algo que até há pouco parecia  uma realidade distante. Assim, enquanto ele falava, as imagens da minha vida no Brasil passavam  na minha cabeça como as nuvens ligeiras que ameaçavam um final de um lindo dia de sol e que nada combinavam com aquele extravagante céu azul.</p>
<p>Mas falo do momento que em que hoje vivo. A vida de imigrante apresenta desafios e preocupações nas suas diferentes etapas. E acreditem, já passei por períodos de extrema preocupação: é o aprendizado da língua (esse, sim um eterno estresse!), encontrar um lugar no mercado de trabalho, formar um círculo de amizades, se adaptar, entender o novo país e várias outras fontes de ansiedade. Talvez esteja num momento relax da minha vida de imigrante. Pois é, deixa eu aproveitar enquanto seu lobo não vem.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>O ano em que virei holandesa</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 19:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bailandesa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[Imigraçao]]></category>
		<category><![CDATA[adaptacao]]></category>
		<category><![CDATA[dupla cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[integração]]></category>
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		<description><![CDATA[2009 foi um ano marcante. Este foi o ano em que tive maior contato com as leis trabalhistas da Holanda, voltei definitivamente a trabalhar na área que gosto e me naturalizei holandesa. Felizmente, pude manter a minha nacionalidade brasileira e hoje guardo na gaveta mais um passaporte, além de outros direitos e responsabilidades de cidadã. Mas o que realmente mudou? Além de mim mesma, outras pessoas sempre me perguntam.
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<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/2177/holanda-estresse-e-imigracao-um-minuto-para-pensar/' rel='bookmark' title='Reflexões de uma imigrante na Holanda'>Reflexões de uma imigrante na Holanda</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/chegada-klein.jpg" rel="lightbox[1997]"><img class="alignright size-full wp-image-2001" style="margin: 5px;" title="Chegada Schiphol" src="http://bailandesa.nl/blog/wp-content/uploads/chegada-klein.jpg" alt="" width="240" height="240" /></a>2009 foi um ano marcante. Este foi o ano em que tive maior contato com as leis trabalhistas da Holanda, voltei definitivamente a trabalhar na área que gosto e me naturalizei holandesa. Felizmente, pude manter a minha nacionalidade brasileira e hoje guardo na gaveta mais um passaporte, além de outros direitos e responsabilidades de cidadã. Mas o que realmente mudou? Além de mim mesma, outras pessoas sempre me perguntam.</p>
<p>Quando vejo a foto da feliz mulher chegando no aeroporto com uma vida em duas malas e  um instinto muito forte que tudo daria certo, penso no longo caminho que percorri e ainda percorro. Imigrar tem um pouco de renascer. Não é fácil reaprender a falar, a se vestir num outro clima e a andar com suas próprias pernas num ambiente com leis e regras sociais diferentes. O deslocamento físico é fácil, mas conquistar uma vida no real sentido da palavra é uma outra história.</p>
<p>O sentimento de impotência e frustração diante da impossibilidade de ler um rótulo no supermercado para mim foi simbólico. Me senti como um criança desamparada e a sensação era de que todos os olhos se viravam para mim. Estava lá, sob os holofotes, uma estranha àquele mundo, incapaz de escolher um simples produto de limpeza. Lógico que todo o aprendizado, se encarado com bom humor, reproduz-se em impagáveis histórias. Muitas delas recheiam as virtuais páginas desse blog.</p>
<p><strong>O que mudou?</strong></p>
<p><strong><span id="more-1997"></span><span style="font-weight: normal;">Com a naturalização, no entanto, não veio o imediato e tão desejado total domínio da língua. Não acordei falando holandês como quem come <em>stamppot</em> desde criancinha. <a title="Frustraçoes em duas rodas" href="/blog/frustacoes/1461/" target="_blank">Não saí pedalando como um às das duas rodas, com um telefone ao ouvido e um guarda-chuva na outra mão</a>. Tampouco decifrei por completo a esfinge batava. Às vezes, ainda acho difícil entender o humor holandês. Outra tarefa árdua é derrubar a invisível parede em que me bato nas relações sociais. Tenho amigos holandeses? Sim, alguns. E com eles me sinto muito à vontade, mas a intimidade plena e natural ainda é um desafio.</span></strong></p>
<p>As referências e perguntas relacionadas à minha original nacionalidade continuam. No Brasil é assim? Todos os brasileiros gostam disso? Uma sucessão de clichês com pontos de interrogação que, sem sentir, vou respondendo automaticamente todos os dias. Ou seja, nas minhas relações sociais, o passaporte vermelhinho não fez nenhuma diferença. Mas quando olho para a página plastificada que, apesar de listar Salvador como minha cidade natal, mostra a minha nova nacionalidade, não deixo de me sentir um pouco diferente. Ao ler a nacionalidade &#8220;Holandesa&#8221;, sinto um leve peso sobre os meus ombros, uma sutil responsabilidade. É como se a minha espontânea simpatia pelo país, assumisse um caráter oficial, um compromisso, um laço mais do que afetivo.</p>
<p><strong>O lado prático</strong></p>
<p>Como viajo com certa regularidade pelo trabalho, claro que ficou mais fácil para entrar em países fora da comunidade europeia. Os bancos me parecem ser os que mais reverenciam a minha nova nacionalidade. A condição de ser holandesa passa estabilidade. Logo, empréstimos bancários, como hipoteca por exemplo, encontram condições mais favoráveis para a aprovação. Mas o direito a votar nas eleições nacionais, a possibilidade de participar do processo político do país, é que considero a mais importante de todas as mudanças. Aí é  que me sinto mais integrada.</p>
<p><strong>Holandesa ou Bailandesa?</strong></p>
<p>Mas o que sou? Holandesa, Brasileira ou Bailandesa? Bailandesa mais do que nunca: um misto de tudo o que sou e vivi. O que os politicos fingem não entender é que não se tira uma nacionalidade, apenas se adiciona. A opção por uma nacionalidade é uma impossibilidade. Uma história de ficção passada nas telas jurídicas e burocráticas. Jamais deixarei de ser brasileira, como jamais tirarei a Holanda de mim. Carrego experiência e sentimentos vividos nesses quase 4 anos de Holanda que jamais serão apagados.</p>
<p>A minha pergunta é: quando eles me enxergarão como também holandesa? Melhor dizendo, quando deixarão de me ver como não holandesa? Naturalização não vem com um carimbo na testa e, apesar de receber os direitos e deveres da dita cidadania, o reconhecimento social não é garantido. Mas na verdade, o que desejo mesmo é que me vejam não como uma portabandeira, mas como quem sou, sem rótulos ou estereótipos.</p>
<p>Saiba mais sobre naturalização na Holanda:</p>
<p><a title="Naturalização na Holanda - Parte 1" href="http://www.bailandesa.nl/blog/naturalizacao1/1504/" target="_blank">Naturalização  na Holanda &#8211; parte 1</a></p>
<p><a title="Naturalização na Holanda - Parte 2" href="http://www.bailandesa.nl/blog/naturalizacao-na-holanda-parte-2/1569/" target="_blank">Naturalização na Holanda &#8211; parte 2</a></p>


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<li><a href='http://www.bailandesa.nl/blog/2177/holanda-estresse-e-imigracao-um-minuto-para-pensar/' rel='bookmark' title='Reflexões de uma imigrante na Holanda'>Reflexões de uma imigrante na Holanda</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
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