Archive for the 'Imigraçao' Category
Bailandesa indicado ao prêmio IX 10 Top 100
Já são quase 4 anos compartilhando experiências, dúvidas, alegrias, saudades, vitórias, ansiedades e todos os sentimentos que chegam escondidos na nossa bagagem de imigrante. A idéia inicial é sempre trazer informação para quem está passando por uma situação semelhante e deixar os amigos e família atualizados. Mas verdade é que publicar o meu dia-a-dia e os meu achados de expatriada também me traz uma sensação muito boa. É muito bom ter saber ( ou achar) que alguém está dedicando parte do seu tempo para ler, comentar, apoiar e comemorar comigo. Durante esses anos esse espaço aqui virou quase uma comunidade e olha só, dessa vez ainda posso ganhar um prêmio por isso.
O Bailandesa foi indicado ao Top 100 International Exchange & Experience Blogs ( IX 10 Top 100). Full Story »
De volta ao frio com dicas do calor
Depois de um merecido sumiço com destino os trópicos, volto à fria e quase monocrática Holanda. Sorry, pelo silêncio desavisado, mas foi necessário.
Além de visitar a família e amigos, aproveitei para ter um reencontro com as minhas raízes e para organizar os meu sentimentos de expatriada.Voltar a sua terra natal parece maravilhoso, mas pode gerar ansiedades e dúvidas. Foi tudo perfeito. Adorei rever tantas pessoas queridas, tantos lugares que significaram e ainda significam muito pra mim, reavivar a memória e as emoções. Mas o melhor é ter tudo muito claro: minha casa, por enquanto, é aqui na Holanda. O Brasil é o meu país de origem, minhas raízes, faz e sempre fará parte de mim. Sem divisões, dúvidas, culpas ou qualquer outro sentimento negativo, voltei feliz e com energia renovada.
Além de muita energia, trouxe algumas dicas. Afinal a Bailandesa também pode trazer dicas do Brasil, certo?
Naturalização na Holanda – Parte 2
Na próxima terça-feira vou buscar o passaporte vermelhinho. Esta é um longa história. Parte dela contei em um post passado. A naturalização é um processo gera dúvidas e em alguns casos, polêmica, mas sem dúvida é algo que também gera burocracia. Veja as estapas do processe e confira como aconteceu comigo:

2. Reunir e apresentar os documentos na sua Prefeitura. Geralmente são solicitados:
- Passaporte (seu, do seu cônjuge, dos seus filhos)
- Visto de permanência (seu, do seu cônjuge, dos seus filhos).
- Certidão de nascimento/Casamento.(Emitidas no país de origem, traduzidas e legalizadas). Um contrato de união estável também é válido.
- Comprovação de que você convive há pelo menos 3 anos com um holandês/esa; caso essa seja a base do seu pedido de naturalização
- Diploma e declaração do Inbugering Cursus e o Exame de Integração Civil. Alguns diplomas de universidade substituem a exigência do Inburgering/Teste de Integração civil. Informe-se no IND ou na sua Prefeitura
Rio 2016 e a chama expatriada
Sei que prometi falar do processo de naturalização no meu último post. Prometo que ainda vou falar e completar as informações. Mas é que a notícia da escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos em 2016 mexeu com os meus brios de expatriada e reacenderam algumas chamas verde e amarelas que andavam meio alquebradas.
No momento da escolha estava a trabalho na Espanha e, ao ser parabenizada por algumas pessoas ao meu redor, senti um súbito fervor patriota como há muito não experimento. Full Story »
Naturalização na Holanda – Parte 1
Semana passada, depois de várias vezes conferindo a caixa de correio, vejo o envelope com o logotipo tão familiar do IND (Ministério da Imigração holandesa). Nele continha uma carta afirmando que a Sua Majestade, A Rainha – a qual já chamei de coelha por ignorância linguística – decidiu aprovar o meu pedido de naturalização.
Feliz da vida, fui contar a novidade à família e a alguns amigos. Surpresos, me bombadearam com um monte de perguntas:
- Você vai perder a nacionalidade brasileira?
- Mas por que pedir a nacionalidade? Você já não tem um visto?
- Como funciona? O que é preciso?
- Demorou muito?
- Foi caro?
Vi que dúvidas e mais dúvidas existiam a respeito. Por isso, resolvi contar um pouco da minha experiência e do que tenho lido a respeito. Assim, quem sabe esclareço as dúvidas dos amigos e de outras pessoas interessadas no assunto?
Supermercado: mémorias de uma turista
Olho pra moeda em minha mão, vejo as letras AH impressas em um logo azul e branco, a coloco na tranca no carrinho e sigo para a entrada do supermercado. Já estou com a minha sacola de compras a postos, cheias de garrafas plásticas de refrigerantes vazias. As de vidro, junto com outros potes, foram jogadas no devido conteiner, no meu caminho de casa até o supermercado. As ações que descrevo, faço de maneira natural, quase automática. Mas nem sempre foi assim….
Ao olhar para moeda, lembrei do primeiro dia em que entrei no supermercado aqui na Holanda. Estranhei o tamanho; proporcional a o tamanho do país, talvez. As gôndolas devidamente arrumadas, lindos tomates e ah, sim, as embalagens. Me apaixonei por elas. Amei as suas instruções indecifráveis, a aparência superatraente e ao primeiro olhar, pareciam bastante práticas.
Recordo a surpresa ao ver que as sacolas plástcas eram vendidas e que quase todos tinham as suas sacolas de compras. Alguns não se importavam de carregar as compras na mão, outros pegavam caixas vazias para acomodar os artigos e outros usavam os saquinhos plástico finíssimos; esses sim, gratuitos.
Os carrinhos enfileirados na porta da loja, só eram liberados mediante Full Story »
No huisarts
O huisarts, o médico de família holandês, é talvez um dos maiores obstáculos à integração de muitos brasileiros na Holanda.
Às vezes pelas diferenças do sistema e filosofia de tratamento e muitas vezes por questões pessoais também. Bom, sobre o huisarts já escrevi, mas sempre ouço e coleto histórias e pérolas desses guardiães da saúde tão criticados e mutas vezes incompreendidos. Hoje resolvi postar algumas:
Melhor um problema na mão do que dois não ouvidos
Ela tinha um probleminha e resolveu marcar uma consulta com o seu huisarts. Ligou, conversou com a assistente e explicou em detalhes os principais sintomas. Tudo resolvido, conseguiu o seu horário. No dia marcado pedalou até o local, se identificou na recepção e em tempo, entrou na sala do médico. A consulta corria bem, até que Full Story »
Não vou me adaptar!
Quando cheguei aqui na Holanda, achei que não iria me adaptar a muitas coisas. A verdade é que me surpreendi. Encarar o dutch way of life foi até mais fácil do que eu imaginava.
Sanduíche e sopa no almoço? Desde que não seja apenas um pão com queijo amassado dentro num saquinho, sem problemas. Bicicleta? Amo! Faço tudo com a minha. Já fui até a casamento. Faxina na casa? Não amo, mas pega-se o jeito das coisas. O estilo “faça você mesmo” quado se trata de reparos na casa? Já passei pelo módulo pintura e em breve o módulo dois me espera. Enfim, assimilei bem muitas das diferenças culturais e outras adaptei, sem muito estresse, com um certo jeitinho bailandês.
Agora tem outras que realmente estão acima do meu limite de imigrante integrada e acho que vou ficar velhinha reclamando ou me recusando a fazer. Vejam só a listinha:
Casando na Holanda
Sempre ouvi dizer que os casamentos tradicionais aqui na DQ (Disney do Queijo) além de caros, são cheios de pompa e complicações. Geralmente a cerimônia acontece na Prefeitura ( ou igreja) e nem sempre, a lista de convidados da cerimônia coincide com os outros eventos do casamento. Num pacote completo, depois da cerimônia, os noivos recebem os convidados para uma pequena recepção com bolo e champagne, janta com a família em separado e só depois vão para a festa. O dia ainda pode reservar surpresas como passeios de barco, ônibus especiais e o que a criatividade permitir. Ou seja, uma maratona!
Fui a um casamento aqui na Holanda e, para manter a tradição, fui de bicicleta. O evento, apesar de acontecer em 2007, seguiu algumas das tendências bem atuais. Foi informal, havia um site específico para o casamento, a cerimônia e a festa aconteceram em dias diferentes e a lista de presentes estavam no Oxfam Novib, organização que combate a pobreza, promovendo a emancipação da população carente em vários países. A única tendência que ficou faltando foi uma cor para o evento
Agora, quais seriam os outs numa festa de casamento, segundo as tendências DQ:
Uma estranha no moinho
Existem dois momentos durante o ano em que realmente me sinto uma estranha no ninho (ou seria moinho?): nos periodos de transicao de verao para outono e e de inverno pra primavera.
Nestes momentos, ja’ (ou ainda) sinto a necessidade de me empacotar; as maos pedem por uma luvinha e, as orelhas reclamam do vento que bate a cada pedalada. Enquanto isso, Full Story »




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