Esperava começar esse post contando as peripécias minhas e de outras pessoas no Dia da Rainha, mas além de uma enxaqueca que não me deixou sair de casa, o ocorrido em Apeldoorn me tirou qualquer ânimo.
O Dia da Rainha é a única festa realmente popular da Holanda. É o dia em que as pessoas vão para as ruas vestidas de laranja e com um sorriso estampado no rosto. E foi muito triste ver a decepção e a incredulidade no olhar das pessoas que lá estavam.
A Holanda sempre foi um país onde políticos e membros da família real se comportaram com menos pompa do que em outros países. Era (e ainda é) comum ver políticos em suas bicicletas indo para o trabalho. Habituada com a violência no Brasil, a Holanda, às vezes, me parece um dos últimos recantos de inocência.
Ao dirigir de encontro à multidão que assistia o desfile Real, um homem de 38 anos, além e fazer 17 vítimas, dentre elas 5 fatais, acertou em cheio a tradicional frugalidade holandesa. O atentado, mesmo que imprevisível e feito de uma forma amadora, revelou vulnerabilidades e trouxe a luz os riscos a que todos estão expostos.
É verdade que mesmo com a morte do político de extrema direita Pim Fortuyn e o assassinato do diretor de cinema Theo Van Gogh ,os holandeses teem mantido a sua atitude de simplicidade. Acabo de ouvir que Amsterdã já tomou medidas de segurança mais severas para as comemorações do dia da Libertação (Bevrijdingsdag 05/05) e Dia de Memória aos mortos de todas as Guerras (Dodenherdenking 04/05).Espero que os holandeses mantenham a cabeça erguida e a atitude de sempre, mas só tempo dirá o real tamanho do estrago feito pelo pequeno Suzuki Swift preto em Apeldoorn.
Imagens: Nu.nl

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batateira
03/05/2009
partilho das suas esperanças…
beijo,