Todo mundo fala inglês na Holanda. Isso era o que eu ouvia, pensava e jurava de pé junto quando morava no Brasil. Olha que ainda ouço muita gente repetir essa frase. Se é assim, acho que ganhei o primeiro prêmio na loteria de encontrar holandeses que não falam inglês. Se fosse gincana, já tinha cumprido a tarefa em tempo recorde.
Já encontrei médicos que lutavam ferozmente com a língua da Rainha Elizabeth e ultimamente tenho encontrado diversas pessoas em pequenas empresas que também não dominam o idioma do Tio Sam. Hoje, em mais um contato imediato do grau negativo em inglês, pergunto à senhora ao telefone -depois de me apresentar devidamente,claro:
- Spreekt u engels?
- Een beetje. (um pouco) – reponde ela.
Respiro aliviada e então, ela continua a conversa num holandês de dar inveja ao próprio Maurício de Nassau. Só restou à Bailandesa aqui contar com os parcos e porcos conhecimentos do idioma e cumprir mais uma missão orçamentária e linguística.
A relação entre os holandeses com a língua inglesa também pode gerar coisas interessantes como livro "I Always Get My Sin"", tradução literal de "I always get my way". No livro de Marteens H Rijkens (disponível e holandês), você encontra frases hilárias do chamado Dunglish ( Dutch + English). Alguns erros comuns são:
- "Put your mobiles out.", que deveria ser "Turn off your mobile phones ( desliguem os seus celulares)" e que em holandês e': Zet je mobieltjes uit
- "I hate you all very welcome" que deveria ser "I welcome you all" (sejam bem-vindos) e em holandês é: "Ik heet u allen zeer welkom"
- "What is there on the hand?" que deveria ser "What's going on?" (O que está acontecendo?) e em holandês é: Wat is er aan de hand?"
- "I fok horses", que deveria ser "I breed horses" ( eu crio cavalos) e me holandês é "Ik fok paarden".
Lembra ou não lembra a famosa "duela a quem duela"?
Toda essa confusão e dificuldade só rearfimam a minha teimosia e insistência em aprender holandês e em algum dia, talvez ainda nessa encarnação, falar com a fluidez do Rio Maas e escrever com a perfeição, maciez e clareza das estradas batavas. Falei e repito: sou bailandesa e não desisto nunca.

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Ana Cláudia
29/08/2008
Você chega lá! Só falar ao telefone em holand~es já deve ser um desafio e tanto!
Bjo!