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5 coisas que aprendi vivendo na Holanda

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As diferenças culturais entre Brasil e Holanda são imensas. Vivendo na Holanda há quase onze anos, já passei por diversas fases de adaptação. Essas desencadearam os mais diversos sentimentos: encantamento incondicional, irritação, simpatia, empatia, raiva e por aí vai. Entre relações de ódio e amor, sucesso e frustração, vi que aprendi algumas coisas.

Existem muitas outras mulheres que também embarcaram nessa mesma aventura de viver  na Disney do Queijo. Confira no final do texto quem são elas e o que elas aprenderam.

1) Dizer não e ser sincero

Holanda - Moinhos -Vivendo na Holanda © Bailandesa.nl

Vivendo na Holanda há tantos anos ainda me encanto com a visão dos moinhos

Nós brasileiros temos muita dificuldade em dizer não ou discordar. Inventamos desculpas, comemos coisas que não estamos com vontade e engolimos muitos sapos sociais em nome da boa convivência. Os holandeses, nesse ponto, não encanam e dizem “não” sem nenhum pudor. Também dão sua opinião sem reservas. Se não gostam, falam sinceramente. Eu sei, às vezes eles exageram na mão e a sinceridade ultrapassa os limites dos bons modos. Mas há um lado positivo. Não há dúvidas na relação. Não há aquela história de “digo não quando quero dizer sim” e vice-versa. É tudo preto no branco.

O que aprendi vivendo na Holanda?

Acho que hoje consigo dizer mais não e ser mais sincera, o que às vezes não é totalmente compreendido por brasileiros. Agora, sou eu a maleducada. Coisas da vida de imigrante, que sempre vive na corda bamba das fronteiras físicas e sociais.

2) Aceitar o seu corpo e o seu envelhecimento

Primavera -bicicleta - Holanda - Vivendo na Holadna

A bicicleta faz parte do seu dia-a-dia

É fato, andamos mais cobertos por essas bandas frias de cá. Mas será que esse seria o único motivo que faz com que as pessoas não sejam tão obcecadas pela aparência na Holanda? Acho que não. Acredito que exista uma maior aceitação da individualidade e uma menor pressão da sociedade. O respeito à privacidade também tem um papel importante nessa questão. Existe menos controle social e eles não veem com muito bons olhos as intervenções comésticas. É a aceitação: você vai envelhecer. Esse é o processo natural da vida.

O que aprendi vivendo na Holanda?

Como há menos pressão social, me sinto mais livre e sinto que me preocupo menos com quilinhos a mais e outras neuras que tanto me incomodavam quando morava no Brasil.Calma lá!  Isso não significa que “não estou nem aí”. É uma questão de referência. A aparência não é prioridade número 1. Não sinto que serei julgada a cada momento. O estresse só volta quando sei que vou de férias pro Brasil. Aí já sabemos como o negócio funciona.

3) Dar menos valor à aparência

Unhas feitas, cabelos impecáveis, roupas da moda, carro novo, óculos de sol, relógios….Esses e tantos outros símbolos de status tão presentes na minha vida no Brasil despencaram no ranking do meu dia-a-dia. Não que  já desse muita importância a eles, mas sentia presença constante de tudo isso na sociedade brasileira. Não é que eles simplesmente inexistam por aqui. Existem sim, mas não são tão relevantes.

Bailandesa - Holanda - Vivendo na Holanda

Aqui aprendi a valorizar meus cachos

O Calvinismo deixou suas raízes na cultura holandesa. Trabalhar duro, viver de forma frugal e sem exageros são valores que estão entrelaçados ao modo de vida da Holanda – mais do que imaginamos. O lema “ Doe maar gewoon, dan doe je al gek genoeg”  (Agir normalmente,  já é loucura suficiente) ainda exerce seu papel na sociedade holandesa e excesso e ostentações não são bem vistos por aqui.

O que aprendi vivendo na Holanda?

Deixando os extremos de lado, admiro a forma como as pessoas geralmente não são julgadas pelo que vestem ou o que têm. É sempre assim? Claro que não: inveja, despeito e preconceito estão presentes em qualquer sociedade.  Mas posso dizer que as obrigações com a aparência são menores e aprendi a repetir roupas sem culpa, frear o impulso do consumo e também frear a tendência de fazer pré-julgamentos baseados na aparência das pessoas.

4)  Frugalidade. Aproveitar as coisas simples e de forma mais simples

Costumo dizer que a Holanda é uma fazenda salpicada de cidades. Acho que esse lado bucólico do país contribui para que algumas coisas simples da vida sejam valorizadas. Adoro alguns pequenos cuidados que vejo por aqui: colocar alimento para os pássaros no inverno, o cuidado com flores e plantas em geral, o carinho com as casas.

Flores na varanda - Holanda ©Bailandesa.nl - Vivendo na Holanda

Aqui na Holanda, flores quase que substituem palavras

Os holandeses também não são famosos por sua sofisticação. Na mesa, as coisas são servidas de formas mais prática e sem frescuras. Tá bom, às vezes até demais. Já reclamei muito pelo falta de guardanapos. Mas tem hora que o melhor mesmo é relaxar e aproveitar o momento, sem tantas regras e pompas.

O que aprendi vivendo na Holanda?

Não tenho dedos verdes, mas aprendi a admirar e aproveitar os pequenos prazeres e ter uma varanda florida, sentir na pele os primeiros raios de sol  da primavera e acordar com o canto dos pássaros. Ou seja, aprendi a admirar os pequenos e simples prazeres da vida. Também vejo que me tornei mais prática em todos os sentidos.

5) Tomar menos remédios

Sempre digo que a filosofia da saúde da Holanda é o maior desafio da integração. Reclamo o tempo todo da relação dos holandeses com a dor e de como eles dão pouca importância a muitas queixas. Mas o extremo holandês me fez ver que na verdade eu tomava muitos remédios. Demais mesmo! As farmácias no Brasil são quase supermercados e tomamos muito e a todo momento remédios.

Remédios - Holanda ©Bailandesa - Vivendo na Holanda

Holandeses evitam tomar muitos remédios

O que aprendi vivendo na Holanda?

Que nem sempre preciso daquele anti-inflamatório. Um paracetamol à vezes resolve o problema. Pensar duas vezes antes de correr pra farmacinha faz bem. Mas existe o outro lado da moeda: tem momentos aqui na Holanda em que você tem que insistir sim e exigir aquele remédio ou a atenção do médico, seja um especialista ou médico de família,

Tudo é uma uma questão de referência

Para mim, o maior aprendizado foi enxergar que tudo é questão de referência.  Quando nos chocamos com uma situação, é hora de lembrar que o choque pode ser recíproco. Quem está do lado oposto pode também considerar o nosso normal como extremo. Assim, ao analisar os extremos podemos chegar mais perto do equilíbrio e ter um experiência mais rica.

E você o que já aprendeu visitando , vivendo na Holanda ou em outros países?

Esse  artigo foi atualizado em 30.05.17 e faz parte de uma blogagem coletiva de várias mulheres, brasileiras e blogueiras, que também cruzaram o oceano e se aventuram diariamente a viver nesse país de dimensões minúsculas e que tem diferenças culturais gigantescas em relação ao Brasil. Não deixe de conferir o que elas aprenderam:

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35 Comentários

  1. Querida Bailandesa, gostei de saber que já estás bem adaptada na Holanda sentindo-sem muito bem, aliás.
    Já convivi com Italianos, nos anos 60, que chegaram ao Brasil, digo, na alemanha de Novo Hamburgo.. hehehehe. Sim em Novo Hamburgo – Rio Grande do Sul – existem, descendentes germânicos da décima geração no Brasil, que ainda falam português com forte sotaque estrangeiro. Ao ouvi-los, você acredita que sejam estrangeiros recém chegados, e que lutam para falar o “nosso” idioma. Ledo engano, é reachamento puro de várias gerações.
    Mas nos anos 60 chegaram várias famílias de Italianos ao Brasil. E ao conhecê-los, logo aprendi a saborear uma boa macarronada. Mas o que mais aprendi não foi sobre degustação à uma boa mesa, mas sobre a maneira deles tentarem se adaptar ao novo País. Pois embora, na intimidade do lar eles pudessem falar italiano ou o dialeto da província de origem, não o faziam… Ao contrário dos meus vizinhos arqui-brasileiros, aqueles italianos buscavam aprender a falar corretamente o português, sem sotaques…
    Confesso que aquilo me emocionou.
    Só discordo um pouco de ti: Nem todos os brasileiros são como você diz. Nós gaúchos sabemos dizer não sem sermos descortês. E quando prometemos um churrasco, é sagrado, ele é feito…. que poderá acontecer com ou sem guardanapos à mesa… Hehehehe.
    Talvez as nossas garotas do sul não sejam tão afoitas pela aparência com retoques constantes na maquiagem, já que muitas recusam maquiarem-se. Mas se preocupam sim com a saúde, afinal quilinhos à mais nesta tensa vida moderna, infarta. Talvez seja por isto que elas sempre foram consideradas como as garotas mais belas, entre todas as demais belas do Brasil à fora.

    Talvez a rudeza, ou a falta de polidez, à principio não seja uma boa companhia, e até possa ser confundida com sinceridade, mas ainda assim ela é melhor do que a ausência do banho diário, tão famoso até entre os mais refinados e elegantes europeus. Espero que os holandeses, convivendo com tanta água ao redor, sejam ao menos higiênicos e não apenas “sinceros”… (Céus, quanta maldade da minha parte)kkkk.
    Abraços.
    Oscar

    • Oi Oscar, muito legal conhecer mais um pouco do Sul, E que história bonita essa da imigração italiana. Realmente simpatizo com quem começa uma nova vida em outro lugar e enfrenta com coragem, despreendimento e vontade essa aventura.

      Obrigada por enriquecer o post com seu comentário.

      Volte sempre!

  2. Parabéns pela suas observações! É importante que diante de tantas diferenças nós possamos aprender com aquilo que nos torna mais reflexivos, valorizar as coisas que dão verdadeiro sentido a vida! Aprendizado é isso mesmo, tentar nos adaptar sem perder a nossa identidade ou autenticidade! Cada cultura com as suas mais variadas riquezas! Muito bom que possamos nos desapegar de tudo que nos empobrece, seja nós brasileiros ou holandeses!

  3. Que bacana seu post.
    Quando estivemos aí( eu e meu marido) sentimos um pouco dessa diferença cultural: meu marido estava precisando de trocar 100 euros, e pedimos pra um rapaz numa lojinha pra trocar. O holandês olhou pra nota, verificou bem e perguntou:” Não é falsa não, né?”
    E então trocou o dinheiro pra nós.
    Meu marido neste momento comentou comigo:
    “Percebe como aqui é diferente? Eles não tem medo de nos ofender, e com razão!”
    É isso muita vezes acho que nos melindramos por pouca coisa!
    Isso é cultural!!!
    http://www.cireumsonhoadois.blospot.com.br

  4. Oi Clarissa, tudo bem?
    Estou adorando seu blog, o conheci ainda hoje mas já li várias postagens. Posso dizer que é um blog muito inspirador! Meu namorado é holandês e, agora que estou na faculdade, estou estudando diversas possibilidades para estudar por aí e ficar perto dele (nem que seja por um ano). Nós dois somos muito jovens, eu tenho 19 anos e ele tem 20, namoramos à distância faz 2 anos, estamos em outro estágio da vida e sei que ainda temos muitas pessoas para conhecer e que muitas outras oportunidades surgirão ao longo de nossos caminhos. Mas por enquanto, tenho certeza de que ainda ficaremos juntos (não sei se “para sempre”, mas agora ele é meu presente e é com ele que traço meus planos). E como sou toda sonhadora e romântica (até demais), aproveito esse período de férias para procurar mais sobre a Holanda e sobre pessoas que lá vivem. O intercâmbio não está assim tão distante como viver na Holanda “para sempre”, os procedimentos começam em janeiro de 2013, e a viagem ocorre em setembro do mesmo ano. O programa Ciências sem Fronteiras abriu essa porta para mim, e estou muito animada e ao mesmo tempo com muito, muito medo. Encontrei aqui no seu blog um conforto, um amparo. Adoro o jeito como você escreve, a leitura corre solta, é um estilo bem gostoso de ler. Parabéns!!! Gostaria apenas de saber como você aprendeu holandês antes de chegar lá. Meu namorado comprou um livro para mim, “Dutch for self study”, mas acho que o jeito é frequentar aulas lá (achei uma professora de holandês aqui na minha cidade mas é quase impossível conciliar 3 atividades extras com a faculdade). Obrigada pela atenção, espero que tudo esteja bem por aí. Beijos de Campinas.

  5. Adorei!!! Você escreveu muita coisa do que penso.
    Quando eu morava no Brasil, havia começado a execer a dizer “não”, e quando cheguei aqui..nossaaaaaaa… me sentir completamente em casa!!! heheh mas confesso que meu “não” é bem educado.
    Eu sou uma mulher preguiçosa assumida!!! Sabe aqueles 20 minutos de “maquiagem” eu preferido ficar na cama e despreguiçar-me aos poucos. 🙂 os 10 minutos da escolha de roupa? eu uso pra tomar um café com meu marido. 🙂 não tô nem aí pro que vão falar da minha roupa, do cabelo…
    Uma coisa adimiro nos holandeses, a disposição pro esporte!
    Eu não sou esportiva, só faço o que me dá prazer! andar de bicicleta por exemplo…adoro! desde que não seja 100km igual faz meu marido. Mas encaro na boa 1 hora de bike, desde que contemplando as belezas da Holanda.
    Acho que o processo de desculturalização e culturação, começa lá no Brasil, no momento que você decide vir morar aqui. Eu fiz isso e não sentir um impacto tão grande. Eu vim pra Holanda de coração aberto pra aceitar e aprender a cultura daqui, eu fiz igual os italianos da história que o colega contou ai… e me sinto feliz!
    Não adianta negar os fatos…com um tempo você percebe que infelizmente não é mais 100% brasileiro, e nunca será um holandês, você fica como se não tivesse mais uma identidade…bem é o que sinto. Gostaria de ter mais amigos, amigos de todas as horas, amigo pra rir e chorar…não precisa ser nem holandes, nem brasileiro, preto ou branco, baixo ou alto…mas encontrarei! tudo vem na hora certa.
    Parabéns pelo blog…

    • Oi Rogilene, acho que fomos separadas da maternidade heheheh. Ainda exercito essa coisa de dizer não, mas a cada dia me sinto mais à vontade. Pelo que vejo, você tem tudo pra dar super certo (se já não deu certo!). entendo a questão da amizade. Esa é uma questão que leva mais tempo. E você tem toda razão: não importa qual nacionalidade, credo, raça, cor, time de futebol. Ninguém, precisa de amigo de passaporte, não é mesmo?

      Obrigada por ler o blog e mais ainda por comentar!

      Um abraço e volte sempre

  6. Ola!! ambem sou expat!!
    Vivo ha mais de dez anos na Europa.Nao estou na Holanda.Estou na Italia,na cidade de Treviso,mas concordo com tudo o que vc escreveu acima.Isso tudo que aprendemos aqui fora, e para mim, qualidade de vida.A verdadeira liberdade.A populacao geral no Brasil, ainda esta muito longe de poder entender situacoes como essas que vivemos cotidianamente.dizer nao por exemplo.Ser sincero tem um custo no Brasil.As pesoas nao compreendem,e nos chamam de mal educadas, amargas, de mal com o mundo.hahha!! Sou feliz e tranquila com minha familia.Fui bem criada no Brasil,mas nao me importo de limpar e estirar a roupa de casa.Meu dinheiro serve para viajra, visitar museus, passear com meus filhos.nao gastamos com superfluos e temos tudo.As pessoas estao se escravizando por uma bolsa, um oculos e triste mania de agradar o outro ..o tal puxa saquismo patetico!! So quem vive fora pode entender esses aspectos da vida que vc mencionou e que e a odem dia aqui por esssas bandas europeias…
    Um beijo e arrivederci!!
    Goreth Lopes.

  7. Gisela Cabral on

    Olá Bailandesa, parabéns pelo texto!
    Estou há dois anos aqui na Disney do queijo, rs, e concordo plenamente com td o que vc disse. Por exemplo, eu costumava ser bem mais materialista quando morava no Brasil…vaidade (excessiva) era algo que fazia parte do meu cotidiano. Engraçado é que hoje em dia as pessoas de lá, ao me visitarem, acham “estranho” o tamanho do meu armário, o fato de eu ter “abandonado” o salto, além de não comprar mais roupas o tempo todo.
    Bem, é delicioso demais andar nas ruas sem me preocupar se estou “na moda”, e melhor, estar entre pessoas que não se importam se tenho carro (ou se meu carro é do ano), se o meu celular é o Iphone…enfim, aquelas coisas todos que nós, brasileiros, já sabemos tão bem!
    🙂
    Abs pra vc!

  8. Também aprendi isso nesses três anos aqui na França. O “não” foi uma das partes mais dificeis, mas aos poucos me exercitei pra aceitar e também pra dizer, e quando vamos ao Brasil sinto os olhares um tanto espantados quando negamos algo. E quanto às aparências, realmente elas deixam de ser prioridade na vida de expatriado, não porque viramos desleixados, mas porque a integração e o idioma, além do esforço pra adaptação, acabam sendo prioridade. Faço coro ao seu aprendizado 🙂

  9. Olá Bailandesa,

    Adorei o artigo e mesmo sendo recém-chegada aqui na Holanda (moro em Leiden há 5 meses), já me identifico com tudo o que você escreveu. Voltarei frequentemente ao seu blog, pois tenho certeza que me ajudará muito nesta fase de adaptação. Parabéns e sucesso! 🙂

  10. Oi Clarissa

    sempre senti uma empatia/simpatia com a cultura holandesa, no inicio não tinha muita certeza se as minhas impressões eram reais ou apenas suspeitas, mas aos poucos fui confirmando-as uma a uma e admirando cada vez mais esse país, cultura e sua gente, de certa forma me sentindo em casa por causa da afinidade com muitas coisas daqui
    tuas palavras tem um pouco da minha experiência…mas te confesso que o item nº1 ainda é tabu pra mim, hehehe…devagar eu aprendo, com certeza!

    obrigada por compartilhar tantas coisas legais! teu blog é uma delícia, sempre aprendo coisas novas por aqui

    beijos!
    Monica

  11. Oi Clarissa,

    Eu gostaria de te parabenizar pela forma tão clara, objetiva e às vezes com um toque de humor que você escreve. Assim como você, também moro nessa Disney do Kaas, moro com meu marido e filhas. Com o passar do tempo a gente percebe que nossas experiências só tem a nos enriquecer, a minha mensagem para pessoas que lêem esse post; é que tentam aprender holandês, é muito difícil, mas não é impossivel. No Brasil eu adorava saltos altos, carros, passeios caros, restaurantes, shoppings, e como muitas outras pessoas, eu tive a sorte de encontrar felicidade na simplicidade da vida. Não nos falta nada mas podemos apreciar as flores coloridas no nosso jardim, respirar ar puro e aproveitar a vida, sem reclamar, sem se importar com o que as pessoas estão achando, isso ou aquilo, aquelas coisas típicas do Brasil.
    Um abraço, e continue escrevendo, adoro suas matérias!

    • Oi Lilian,

      Muito obrigada pelo seu comentário. Fico lisongeada ao receber os seu elogio. Obrigada por ler o bailandesa e por dividir a sua opinião. Essa é a principal razão do Bailandesa existir. Feliz em saber que você gostou da matéria e que compartilha da minha opinião.

      Um abraço e volte sempre!
      Clarissa

  12. Eu Concordo com voce em muitas situacoes. Sao bem engracadas .
    Particularmente nao gosto muito da chamada sinceridade holandesa , meu pai ja dissia quem diz o que , escute o que nao quer .Eles gostam da sinceridade mas nao gostam quando dizemos a nosso parte da sinceridade hhhhhhhh.
    Quanto a aparencia concordo em partes , acho as holandesas com muito pouca autoconfianca, a maioria e anima do peso eu estou sensor gentil e obesitas mesmo , a maioria das mulheres se veste mal , parecen horens nao se cuidam .
    Nesta parte eu continuo super Brasileira , esporte , salao , e sempre cuidando do visual nao porque os outfits Esperanto isto de me mas porque eu mim amo e mereco .
    A Holanda tem suas partes maravilhosas e suas parte nao tao boas assim Como qualquer Lugar do Mundo incluindo o Brasil
    Sucesso e beijos

  13. Rafael Maio on

    Olá, poderia me esclarecer umas poucas dúvidas, eu tenho muita vontade de cair fora do Brasil e não voltar mais, me interesso pela Suíça, Inglaterra, Canadá e HOLANDA rsrs , já vi alguns relatos dizendo que eles “discriminam” imigrantes, isso é verdade?? É claro que temos que levar em consideração os maus hábitos da maioria dos brasileiros, acredito que isso afaste as pessoas, por isso alguns imigrantes interpretam com “discriminação”.
    Outra dúvida que tenho, já ouvi rumores que a Holanda se assemelha um pouco com a França no nível de grosserias quado você precisa de algum serviço, é verdade?? Na França todos são unânimes em dizer que você tem que pagar e tem que se humilhar, ou seja, você paga seu suado “dindin” e não estão nem aí, te maltratam mesmo, eu creio que na Holanda não seja assim, mas conforme disse, já ouvi alguns poucos rumores sobre isso, saberia me dizer se é verdade?? ( me diga ao pé da letra, por favor, sem rodeios, seja sincera como uma holandesa rsrs)
    Outra dúvida, é muito complicado visto de moradia? É aquela velha história, tem que casar (Deus me livre, casamento pra mim é sinônimo de prisão) ou trabalho fixo no país, fora isso se eu tentar posso ser expulso do país. Confirma isso??

    Bom, agradeço assim que puder me responder.
    Abs.

    • Olá Rafael,

      Os holandeses são diretos e dão a sua opinião sem muitos rodeios. Muitas vezes exageram na dose. Acho a discriminação acontece mais com outros grupos e não com brasileiros.

      O serviço em restaurantes acho em geral muito ruim, mas não espere a disponibilidade de servir do brasileiro. Eles são menos servis.

      Bom, existem diversas formas de pedir o visto: uma delas é morar com um parceiro, mas nãe é preciso casar, apenas comprovar uma relação estável. O visto de trabalho geralmente é solicitado pela empresa/contratante.
      Boa sorte e obrigada por visitar o blog.

  14. Olá Bailandesa,

    Adorei seu ler o seu texto, pois conheci uma pessoa da Holanda e que é muito especial para mim. Tinha muita curiosidade de conhecer um pouco mais da cultura holandesa, meu sonho é conhecer a Holanda!!!

    Abraçossss

  15. João Augusto on

    Olá, Clarissa!
    Puts… Viajo no seu blog. Muito bom mesmo. Vc consegue passar muita coisa em poucas palavras e te invejo por isso. (inveja boa :))
    Estou em fase inicial de migração para a Holanda. Eu, a esposa e o filhinho. Ainda não vi esse modelo de imigrantes em nenhum site ou blog. Geralmente os q vão são solteiros ou tem alguma relação com um holandês, vão constituir família na holanda. Estou meio perdido… Sem referências.
    Estamos com a seta da bússola apontada pra aí pq já conhecemos o país e estamos saturados do Brasil e assustados com o q ele está se tornando. Violência, sujeira, má educação, entre outras coisas, está nos expulsando de casa. Me impressionei como me senti em casa na Holanda. Todas as diferenças culturais geraram menos conflitos, para mim, do q esculhambação em q o Brasil se encontra. Sonho todos os dias viver a tranquilidade q a Holanda proporciona à seus cidadãos. Essa vontade aumentou ainda mais quando me tornei pai.
    Torça por mim nesse processo de imigração para q, em breve, sejamos vizinhos. (pra mim, todo mundo na holanda é vizinho. rsrsrsrs)(coisa de quem mora em um país continental)
    Continue a nos dar o prazer de ver seu blog. Ele é ótimo.

    • Olá João Augusto, bom saber que que o blog está te ajudando nessa fase. Realmente imigrar com a família é bem diferente, mas também é u aprendizado constante e conjunto. Você já se sente em casa e achoq ue se manter a atitude positiva, vai dar tudo certo!

      Muito boa sorte e volte sempre!

  16. Demétrio Yaakov on

    Excelente blog, recheiado de conteúdo. Sempre que eu tenho tempo dou uma ótima saboreada de leitura. Tot ziens! Bis bald!

  17. Essa relação mais light em relação a vaidade não é exclusiva da Holanda, mas de toda Europa do Norte, é provavel que seja mesmo herança do Protestantismo, conforme você tão bem citou.
    No sul da Europa é diferente. Não é que os mediterrâneos tenham a mesma paranoia brasileira com o corpo perfeito, aliás deveríamos rever isso por aqui, mas certamente são mais vaidosos que os nórdicos.
    Minha prima estudou na Inglaterra e depois viajou em lua de mel á Itália e falou que em relação a aparência as italianas e as inglesas não poderiam ser mais diferentes.
    Enquanto as italianas andam com roupas estilosas, maquiagem e salto alto, as inglesas andam de cara lavada, tenis e moletom!

  18. Oi, gostei de seu blog. Passarei uns dias de maio na Holanda e foi de grande valia ler tudo isso. Parabéns!
    Irei com um grupo de estudos e que mais penso é no que vou vestir e o que vou comer.

  19. Amanda Cheibwet on

    Adorei o post, acho que as experiências são válidas para analisarmos as coisas boas e não tão agradáveis .
    Moro na Dinamarca e em hipótese alguma deixei a minha vaidade feminina de lado , continuo usando os meus saltos , indo ao salão e isso não significa futilidade .
    Aqui a cultura da transparência nas respostas também se faz presente e por sorte já a tinha comigo, então não tive problemas .
    Obviamente aprender o idioma demanda muito estudo e atenção , mas hoje já estou fluente e sigo minha vida unindo os dois valores culturais na medida certa.
    O Europeu de forma geral não é tão obstinado por métodos para manter a juventude, status social ,por ter um alto padrão educacional ,valoram mais outros aspectos subjetivos da vida .
    Abraços e seja feliz .

  20. Olá..gostei muito do seu post. Estou a 1 mês aqui e tenho as mesmas percepções. Algumas coisas tenho aprendido e quero levar pra minha vida. Parabéns.

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