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Dia-a-dia

Íntimos desconhecidos

by Bailandesa dezembro 8, 2007
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Todo dia é assim. Após o apressado acordar e as longas preparações femininas matinais, chego à plataforma do trem e me deparo com as mesmas figuras, as mesmas carinhas e com os mesmos casacos de inverno. Quando me alongo mais nos cabelos ou no banho e o trem já me espera de portas abertas, entro no vagão mais próximo à estrada rolante e encontro os mesmos vizinhos de vagão.
Incrível o que hábito faz com o monge – como diz o ditado – e com a nossa vida. Sem nenhum planejamento, por conta de coincidência de minutos gastos no café da manhã, da velocidade dos passos apressados ou da programação do horário do famigerado despertador ( invenção de algum sádico ou masoquista), encontramos diariamente com as mesmas pessoas e jamais mantemos o mínimo contato.

Às vezes noto os olhares e percebo que a pessoa também me reconhece, mas imediatamente os olhos assustados desviam o foco e fingem prestar atenção à plana paisagem da janela salpicada de ovelhas e vaquinhas malhadas. Aí me dá vontade de chegar junto e falar: “- deixa de besteira que sei que você ronca quando dorme”. Viro para o lado e encaro um inacreditável topete, o qual adoraria tocar para checar se é real e falo em pensamento: E você Elvis, até baba!”. À adolescente com lindos olhos cheios de maquiagem, que diariamente come seu sanduíche amassado dentro de um saco plástico, solto um comentário sem palavras: “E você, dorme de boca aberta!”

Assim, convivemos diariamente dividindo cochilos e refeições como íntimos desconhecidos. Os olhares flutuam entre jornais gratuitos, livros, Ipods e videogames e as palavras são reservadas aos rebeldes que ousam quebrar o sutil e dissimulado equilíbrio de convivência dos transportes públicos.

E foi aí que fui pega de supresa. Esta semana, enquanto me distraio com a paisagem na janela, um “íntimo desconhecido” me cumprimenta e acena enquanto salta do bonde. Eu que sempre critiquei a falsa distância e a ilusório isolamento da vida de passageiro, me surpreendi e acenei desconcertada com um meio-sorriso. Assim, uma luzinha de acendeu e a distância entre as pessoas, neste dia, ficou um pouco menor.

Imagem: macnarama.com

Bailandesa

Depois de morar 12 anos no Rio, uma baiana atravessou o Oceano Atlântico não a nado, mas por amor. Assim, em 2006, nasceu a Bailandesa e o blog que há mais de 10 anos é referência de vida e dicas da Holanda.

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1 comment

Marcio Nel Cimatti dezembro 10, 2007 - 3:34 pm

Não porque é assim, eu não tenho horário fixo, mas na rua aqui perto as pessoas são sempre as mesmas e acontece exatamente a mesma coisa!

No começo eu saia distribuindo sorriso e ninguém nem dava bola. Depois de um ano a gente entra no clima e nem olho mais pra ninguém.

Bjo!

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SOBRE A BAILANDESA

Bailandesa - Clarissa MattosDepois de morar 12 anos no Rio, uma baiana atravessou o Oceano Atlântico não a nado, mas por amor. Assim, em 2006, nasceu a Bailandesa e o blog que há mais de 10 anos é referência de vida e dicas da Holanda. Sinta-se em casa!

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